Cine-teatro Paramount, agora Teatro Renault

O Cine-teatro Paramount abriu suas cortinas pela primeira vez em 1929, na Bela Vista, o "bairro dos teatros de São Paulo". Construído pelo engenheiro Arnaldo Maia Lello, foi o primeiro local a exibir filmes falados na América Latina. Desta época, o local herdou seu inconfundível estilo arquitetônico e todo o charme de uma das décadas de maior efervescência cultural do país. Nas décadas de 40 e 50 foi considerado o "palácio encantado", símbolo do glamour da sociedade paulista da época.
___________ Foto antiga da fachada do Cine-teatro Paramount
Nos anos 60, o Teatro Paramount abrigou bailes de Carnaval e apresentações de muitos programas de TV, como "Fino da Bossa", "Show do Dia 7", "Jovem Guarda", "Festival da Record", "A Frente Única da Música Brasileira", e muitos outros.
Um incêndio em 1969 destruiu parcialmente o lugar. Da construção original restaram o foyer e a fachada. O teatro foi reconstruído e subdividido em cinco espaços, sendo três pequenas salas de projeção no térreo e duas salas de cine-teatro no nível superior. Na década de 80, foi tombado pela Prefeitura de São Paulo como patrimônio histórico. Mas nos anos 90, filmes pornôs e mesmo peças adultas e infantis não impediram a decadência do teatro que fechou suas portas em 1996.
Recentemente, o Paramount foi reformado com projeto de Aflalo & Gasperini Arquitetos. A platéia, o palco e o subsolo foram demolidos e reconstruídos, mas sem descaracterizar o antigo cine-teatro. Da concepção original sobraram o foyer e a fachada, ambos em estilo art nouveau. Foram incorporados ao projeto uma área de merchandising, um bar e banheiros voltados para o foyer, tanto no nível térreo quanto no mezanino.
____________ Interior do Teatro Renault
Após as reformas, o Paramount, agora Teatro Abril, possui uma área total de 5.532 m2 e capacidade de 1552 espectadores, sendo 489 lugares no balcão, 104 nos camarotes e 959 na platéia. O foyer e a fachada foram tombados pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de SP) pelo grande valor cultural e arquitetônico.
O prédio anexo foi incorporado ao teatro. Nele funciona a bilheteria, loja para venda de camisetas e souvenires e cafeteria, que estará aberta ao público diariamente entre as 9h e às 19h, quando não houver espetáculo, e até mais tarde em dias de apresentação.
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.