Mostra 70 mm. em São Paulo ?

Por Antonio Ricardo Soriano
Infelizmente, ainda não!
Mas na Alemanha, junto ao Festival Internacional de Cinema de Berlim, que se realizou em fevereiro deste ano, houve uma mostra alternativa, a Retrospektive 70 mm.

Foram 26 filmes, clássicos do cinema dos anos 50, 60 e 70, filmados em negativo 65 mm. ou 70 mm.
Os dois cinemas escolhidos pelo festival para exibir a mostra foram o Kino International (inaugurado em 1963) e o Cine Star (Multiplex), que teve uma de suas salas equipadas para a mostra. O curador da retrospectiva, Dr. Rainer Rother, presente em todas as sessões (todas lotadas), contou com o apoio dos estúdios 20th Century Fox e Columbia pictures, em Los Angeles, que forneceram cópias restauradas de vários filmes. Algumas outras cópias vieram do que Rother chama de "arquivos amigos espalhados pelo mundo", como cinematecas na Suécia, Noruega e Austrália.
Veja a cobertura feita pelo repórter Kleber Mendonça Filho (clique aqui).
O formato 70 mm. é exibido em vários países, principalmente, nos Estados Unidos, como por exemplo, no Seattle Cinerama e no Cinerama Dome.
Seria ótimo se tivessemos aqui em São Paulo, pelo menos uma sala equipada com projetor e tela para exibição em 70mm.
Acredito que, em várias regiões do país, ainda podemos encontrar rolos de filmes de 70 mm. em bom estado de conservação. Existe, também, a possibilidade de restauração, que poderia ser feita pela equipe especializada da Cinemateca Brasileira. Quem sabe um dia poderemos assistir novamente à clássicos do cinema projetados em tela gigante e com alto e bom som.

Kleber Mendonça Filho explica muito bem, em seu texto, a sensação de uma exibição em 70mm.: "Sentado e se sentindo pequeno diante da tela gigante, o som de uma música nostalgica em seis canais e imagens clássicas podem levar o espectador a pensar sobre como a percepção do cinema está tão atrelada à maneira que vemos os filmes. O formato, abandonado pela indústria (que preferiu filmar em 35 mm. e ampliar os filmes para 70 mm. e economizar dinheiro) é hoje uma relíquia nostálgica do ato de ir ao cinema, lembrada pelos mais velhos e que desperta curiosidade nos mais jovens, num mundo onde o cinema já é sinônimo de telas LDC, alta definição, downloads e iPod's".

Como desenvolver uma atividade cineclubista ?

A Programadora Brasil produziu uma cartilha visando contribuir para o desenvolvimento da atividade cineclubista. Clique aqui.

A Programadora Brasil é um programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, desenvolvido por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv). Seu objetivo é a disponibilização de filmes e vídeos para pontos de exibição audiovisual (escolas, universidades, cineclubes, centros culturais, pontos de cultura) de circuitos não-comerciais para promover o encontro do público com o cinema brasileiro. Uma ação para formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional, contribuindo com a formação intelectual, social e cultural dos brasileiros. E, em paralelo, para fortalecer iniciativas de difusão cultural similares e/ou complementares à Programadora Brasil. Para mais informações, clique aqui.
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.