No tom certo

Por Alex Xavier (Jornalista do jornal "O Estado de S. Paulo")
Antes de o filme começar, já reparou naquela vinheta barulhenta que testa as caixas de som do cinema? Depois, surgem nomes como Dolby Surround ou DTS 5.1. E o público, se entendesse exatamente o que significam, ficaria tranqüilo quanto à qualidade do sistema de áudio da casa.
Dolby e DTS são empresas concorrentes que há décadas dominam o mercado de equipamentos de som para cinema. O tempo do analógico se foi e uma boa sala hoje precisa ter, pelo menos, um sistema digital 5.1 (com cinco canais de áudio espalhados corretamente pela sala mais um especialmente para freqüências baixas). Mais recentemente, a Dolby ainda idealizou outros dois canais atrás da platéia, o Dolby Digital EX.
Se para um leigo isso tudo soa grego, para Luís Henrique Ciocler é algo que remete à infância. Ele dirige a maior empresa brasileira no ramo de equipamentos para cinema, a Centauro, que ele herdou do pai, o imigrante romeno Abram Ciocler. A companhia, que começou fabricando projetores no fim dos anos 30, monta (ou fornece material para) a maioria das salas de São Paulo.
Hoje ele também forma os poucos técnicos que asseguram no Brasil o alto padrão de som das salas THX, espécie de selo de qualidade criado pelo cineasta George Lucas para as salas que seguem normas técnicas rígidas.
“De modo geral, a qualidade das salas deve melhorar, por exigência do próprio público”, acredita Ciocler. E onde seria o melhor lugar no cinema para curtir o som do filme? “Se eu contar, nunca mais encontro um lugar bom vago”, brinca, antes de abrir o jogo: no meio, mais próximo do fundo da sala. Anote.
GLOSSÁRIO
Dolby e DTS: são as marcas de equipamentos de som para cinema.
THX: é o selo de qualidade de salas com alto padrão de sistema de áudio
Conheça o site da Centauro Cinema clicando aqui.
Texto autorizado pelo autor e publicado, também, no "Guia Especial" do jornal "O Estado de S.Paulo", em 25/02/2008.
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.