O abuso de desrespeitosos jornalistas

Por Antonio Ricardo Soriano
A revista Veja São Paulo, com data de 23 de dezembro de 2009, publicou uma matéria intitulada “À espera de um final feliz”. Fui contatado pela jornalista Maria Paola de Salvo: “Estive visitando o seu blog e gostaria de conversar contigo sobre como estão os cinemões da Cinelândia hoje e o que pode ser feito para recuperá-los (iniciativas já em curso, planejadas, etc.). Poderíamos falar sobre o assunto?”.
Com grande satisfação, devido aos quatro anos de pesquisas que tenho sobre o assunto “salas de cinema”, passei a ela muitas dicas, contatos e informações, para que a matéria fosse feita. Resultado: meu nome não foi citado no texto e muito menos o do blog (já que a revista utilizou duas fotos antigas publicadas nele).
A mesma coisa ocorreu com a revista Época São Paulo de 31/03/2009, no artigo “Era uma vez na Cinelândia”, do jornalista Camilo Vannuchi, que não citou o blog e, muito menos, o seu endereço na internet. Nesta matéria, o jornalista utilizou diversas fotos do blog.
Falta simplicidade e respeito a estes jornalistas. Trabalhos de pesquisa, como o meu, deveriam ser mais respeitados e valorizados.
Comentários:
1) Prezado Antonio
Infelizmente essas coisas acontecem com uma frequencia e previsibilidade tão certeiras quanto a dos incontáveis e revoltantes casos de corrupção que frequentemente ocupam a nossa midia... são "jornalistas" sem qualquer sentido de ética, trabalhando num regime de altíssima competitividade, buscando matérias "originais" que lhes tragam alguma visibilidade e possibilidade de se manterem nessas redações e, de preferência, subir na carreira... E fazem tudo para que o trabalho deles e delas apareça como original, fruto da esperteza, da "antenação" , de provar como são "pesquisadores" e foram fundo no assunto, etc. Se isso já não era novidade em outros tempos, hoje, pelo bem e pelo mal, com o acesso fácil às informações via internet e encontrando nos blogs as pautas e as matérias prontas para qualquer necessidade, basta "cortar e colar", capturar (o verbo é bom!) imagens que estão ali, como se fossem "dadas" para qualquer tipo de apropriação, fruto do milagre de apenas clicar uma tecla mágica, sem a aborrecida e trabalhosa atividade de ir atrás das fontes, pesquisar nos arquivos, muitas vezes perder tempo, etc. Tudo isso seria contornável e positivo se esses ditos jornalistas tivessem o cuidado de creditar suas fontes, como em qualquer trabalho sério, seja de natureza acadêmica ou não. Não é porque o texto é de viés jornalístico-informativo que ele não precise trazer suas referências. Antes de tudo trata-se, também, de uma questão de reconhecimento ao trabalho que outros já fizeram e de generosidade mesmo, sem demérito do interesse do atual "jornalista" pelo assunto enfocado. Mas, não sei, parece que esses conceitos e noções éticas de reconhecimento e generosidade também desapareceram da pauta deste momento de competição selvagem em que vivemos. E quando esses "profissionais" encontram pessoas como você, apaixonadas pelo que fazem, querendo contribuir para a disseminação do conhecimento e, neste caso, para a consciência da preservação e revitalização das salas de cinema, parece que cai a mão na luva... Me solidarizo com sua reação pois já passei o mesmo em outras situações e imagino sim a quantidade de informações preciosas que você passou para esse pessoal e que nem estão no blog.
João Luiz
2) Ricardo
Leve na esportiva, pois esta gente não merece crédito também.
André
3) Ricardo
Lamentavel o ocorrido. Você deveria fazer barulho, talvez as próprias chefias não imaginam o ocorrido. Se as revistas tiverem "ouvidoria", você poderia escrever para eles ou para os tais "Ombudsman"... procure no expediente das publicações. Se somos nós que pegamos e não citamos fontes eles "caem de pau", agora eles acham que podem fazer o que bem entender. Lamentável!
Abraços,
Hélio

4) Caro Antonio

É lamentável que isso tenha acontecido. Publicações de grande público são como faróis disseminadores de conteúdo. Todavia, frustração à parte, mais cedo ou mais tarde, quando o trabalho se impõe pela qualidade (e esse é o caso do seu blog sobre cinema), ele terá a merecida projeção e irá beneficiar muito mais pessoas do que beneficia hoje. Continue firme e confiante.

Ana Maria

5) Oi, Ricardo

Isso também já aconteceu comigo, eles usam e abusam da nossa boa vontade e paixão pelos antigos cinemas. Perdi a conta de quantos jornalistas e alunos de faculdade já passaram em minha casa coletando informações e escaneando fotos...

Abraços

Atilio Santarelli

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.