Cinemas pelo mundo: Colony Theatre (EUA)

O Colony Theatre é um belíssimo cine teatro construído no estilo Art Déco, localizado na 1040 Lincoln Rd, em Miami Beach, Flórida, EUA. É um dos locais de entretenimento mais populares do sul da Flórida.

Foi inaugurado em 25 de janeiro de 1935, como parte da rede de cinemas da Paramount Pictures. Funcionou como cinema até 1976, quando foi reformado e transformado em cine teatro. Com administração da Global Spectrum, o Colony Theatre foi novamente reformado a um custo de 6,5 milhões de dólares. Foram restauradas, a entrada, a fachada e o hall, conforme os projetos originais dos anos de 1930. Além disso, um palco maior foi construído e instalados novos equipamentos de som e iluminação. O auditório foi completamente remodelado, com capacidade para 415 pessoas.

O Colony abriga uma grande variedade de artes, como concertos, danças, óperas, peças teatrais e festivais de cinema, como o Festival de Cinema Brasileiro de Miami (Brazilian Film Festival of Miami), que este ano chega a sua 18ª edição (20 a 24 de agosto). O evento, já consagrado, faz parte do calendário oficial da cidade.

Para maiores informações : www.colonytheatremiamibeach.com 

Foto: Carlos Arévalo - 19/08/2014
Foto: Carlos Arévalo - 19/08/2014
Foto: Carlos Arévalo - 19/08/2014
Foto: Carlos Arévalo - 19/08/2014

Cine Metropole: ontem e hoje

O cine Metropole foi inaugurado em 25/01/1964 (410 anos da cidade de São Paulo), em uma das galerias mais tradicionais da capital, a Galeria Metrópole, na Av. São Luiz, nº 187.

Na época de sua inauguração, os cinemas paulistanos já enfrentavam a crise de diminuição do público, por causa da concorrência de outras formas de lazer. 
Até o começo dos anos 80, o cinema foi frequentado por um público considerado de bom nível, atraído pela suntuosidade e elegância do salão de entrada e pela qualidade do equipamento e da exibição. Com a divisão das salas maiores em várias unidades, a capacidade de 979 lugares acabou fazendo do cinema um dos maiores da cidade. 
Do dia 21 de março ao dia 29 de abril de 1993, o cinema - conhecido como palco de pré-estreias para públicos especiais - chegou a exibir filmes pornográficos para tentar aumentar a procura. Não deu certo.
Para alegria do velho público, a elegância de Anthony Hopkins, Emma Thompson e Vanessa Redgrave em "Retorno a Howards End" substituíram os gemidos dos filmes de sexo. A programação acabou ficando no meio termo, mas sem as filas dos anos 70 e 80 para se ver filmes como "Laranja Mecânica" e "Contatos Imediatos do Terceiro Grau".
Alceu Luís Castilho, para o jornal "O Estado de S. Paulo", de 12/01/1996.

O cinema acabou fechando em 23/04/1998.

Os empresários André Almada e Klaus Ebone decidiram restaurar o espaço e devolvê-lo à cidade em forma de um espaço multieventos. O processo de restauração do imóvel, que é tombado pelo Patrimônio Histórico, teve início em 2007, incentivando ainda mais o processo de revitalização do centro de São Paulo. Com capacidade acima de duas mil pessoas, a casa possui toda a infraestrutura necessária para atender a demandas diversas, seja shows de bandas e artistas nacionais e internacionais, eventos corporativos, de música eletrônica e culturais, congressos, formaturas e, até mesmo, aniversários e casamentos. 
O projeto é assinado pelo arquiteto alagoano Osvaldo Tenório, e remete a uma atmosfera diferenciada do cinema. "Ao entrar lá, as pessoas saem do mundo real para viver uma experiência lúdica", afirma. Foram preservadas e resgatadas características originais da obra, como os lustres e as arandelas de cristal, o piso de madeira e mármore, o logotipo (a letra 'M' ao contrário), que aparece nos puxadores das portas de acesso e no letreiro que traz o nome da casa, e até mesmo o forro de gesso, cujo desenho dos ângulos contribui com a acústica do espaço.
Excerto do texto publicado no site oficial do Grand Metrópole.



Jabaquara e as atividades do cine Maringá a partir dos anos 50

Por Isabelli Gonçalves (Jornalista)

Relembrando a rotina de um dos grandes personagens do distrito que nesse ano comemora meio século de existência.

Esqueça os grandes prédios, a avenida movimentada e o cotidiano veloz do Jabaquara atual. Até os anos 20 a região era tipicamente rural com grandes chácaras. A vida era levada de forma tranquila em meio aos eucaliptos. Pouco a pouco a população foi crescendo e tudo se transformou com novas construções, formas de trabalho e entretenimento. Este cenário descrito por Ordalina Candido, 68, artista plástica, se interliga com o cinema, que nesta mesma época ganhava muitos amantes na Grande São Paulo. E foi assim que a região em construção chamada Jabaquara se encontrou com o cine Maringá.

Luz, câmera... Ação

Para chegar ao cine Maringá era preciso pegar um ônibus da linha 12 da CMTC - Cia. Municipal de Transportes Coletivos, que ligava o Jabaquara ao centro da cidade. Nesse tempo os cinemas eram referencias tão importantes nos bairros quanto às igrejas. O cine Maringá, que oferecia 1282 lugares, levava beleza e movimento ao bairro, suas sessões diárias marcavam a memória de muitas pessoas.




O cine Maringá teve sua estreia em 2 de julho de 1953, na atual Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira (antiga Avenida Conceição), que nada lembrava a rotina atual dos espaços empresariais. Sua inauguração estava conciliada à nova rotina do Jabaquara: a abertura da autoestrada Washington Luiz em 1920, o inicio das atividades do aeroporto de Congonhas no final da década de 30, a construção da paróquia de São Judas Tadeu em 1940 e, como grande marco, em 1968, a chegada do Metrô.

A terra da garoa, também era terra dos telões...

Promovendo uma atmosfera que envolvia arte, entretenimento e diversão na década em que o cine Maringá foi inaugurado, segundo pesquisas do Centro Cultural São Paulo, existiam mais de cem cinemas espalhados pela cidade de São Paulo, entre eles o cine Metro (1938) localizado na Avenida São João, tido como um dos mais elegantes da época, o cine Ipiranga (1943) que encerrou suas atividades somente em 2005 e o cine Astor (1960) na região da Av. Paulista.

"Antigamente a gente usufruía mais desses cinemas, dos bailes, o pessoal era mais maleável. Podia se juntar todas as tribos e ouvíamos músicas, dançávamos... Íamos para nos divertir", descreve com brilho nos olhos Ordalina, que sempre sonha com a antiga São Paulo e a cultura de se ver filmes na década de 50. Quando o tema muda e, se faz um paralelo entre assistir cinema ontem e hoje, o tom de voz muda e a artista descreve: "Agora não tem mais poesia, antes tudo era poético... Agora se pergunta para um jovem: o que é poesia? Ele responde: É de comer?", uma reflexão sobre a mesma arte, a mesma cidade, mas que outrora vivia de outra forma.

Foto do cinema: Valentim Cruz
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.