Matilha Cultural completa sete anos e se consolida no cenário cultural


Quando o universo de coletivos ainda era pouco conhecido e praticado no cenário paulistano, surgia a Matilha Cultural

Em 5 de maio de 2009, um edifício no centro de São Paulo abria suas portas, movimentando o universo cultural e também contribuindo para a atuação e formação de profissionais do terceiro setor e de propostas coletivas. O panorama de seus projetos é eclético. A diversidade a faz aberta, mas com perfil intrinsecamente ligado à cena urbana, hip hop, skate, cachorro e meio ambiente. A Matilha Cultural também inovou, criando, dentre outras iniciativas, a sessão de cinema que permite o ingresso de cães. Algo também inovador.



E por que os cães? Pela paixão por esses animais, presente desde sua origem, surgida a partir da produtora de cinema Olldog Filmes. Seus integrantes visualizaram a iniciativa primeiramente com o objetivo de abrir uma sala de cinema, ante a situação de falta de espaços para as produções independentes. Outra proposta: oferecer  sessões de cinema gratuitas ou a preços populares, tornando-se assim, opção para os custos altos das sessões de cinema.

Quando encontraram o galpão vazio no centro, acreditaram ser o local ideal para inaugurar não só uma sala de cinema, mas também um Centro Cultural. Após dois anos de adaptações no espaço, a Matilha Cultural saiu do projeto, com ambiente expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. O novo espaço passa a fortalecer a cena independente da cultura nacional.



Dentre as propostas da Matilha, estão fomentar práticas e pensamento sustentável, principalmente por meio da cultura, promover relacionamento cultural internacional, realizando projetos que favoreçam o intercâmbio cultural entre nações. “Nossa proposta é também ser um espaço comprometido com as novas tendências fundamentalmente contestadoras da produção artística, além de promover, com nossas ações, a conscientização sobre o meio ambiente com um olhar atento sobre nosso contexto sustentável”, explica Ricardo Costa um dos idealizadores do espaço.

Nestes sete anos, ao aglutinar projetos e expressões culturais atuais, a Matilha Cultural funciona como um centro de ideias coletivas. Ao longo desse período, toda a programação foi gratuita ou a preços populares, totalizando cerca de 100 exposições, mais de 500 sessões de cinemas,  eventos musicais, feiras de adoção, lançamentos de livros e outros produtos, oficinas com artistas, eventos nas ruas e cursos. Investe ainda em selo musical, com foco em produções de hip hop, rap e funk. Dentre as propostas estudadas para ações, a Matilha pretende se aproximar do universo educativo, por meio de parcerias com faculdades. “Os estudantes já são público do espaço e queremos que eles estejam mais próximos, em projetos e iniciativas”, diz Ricardo.

Cine Matilha Cultural

O cine Matilha Cultural nasceu para exibir produções cinematográficas independentes, filmes e documentários de relevância socioambiental e proporcionar o acesso do público do centro da cidade a festivais e mostras da sétima arte. A sala também é usada para sessões promocionais, pré-estreias e cabines de produção e imprensa.



MATILHA CULTURAL
Rua Rego Freitas, 542 - República 
Tel. : (11) 3256-2636
Horários de funcionamento : 
Terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h


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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.