Caixa Belas Artes lança sala Drive-In

Sonhada na reabertura do cinema, em 2014, sala Drive-In abre para o público em 17/06 (sexta), com filmes, comidas, drinks e cerveja.

O Riveira Bar, de Facundo Guerra, atravessa a Rua da Consolação e ganha um posto avançado dentro da sala 3 do Caixa Belas Artes, de André Sturm e Paula Trabulsi, que agora passa a ser chamada de sala Drive-In. A ideia da parceria surgiu na época da reinauguração do cinema em 2014 e conquistou o apoio da Budweiser para ser inaugurada ao público em 17/06/2016.



“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, de Jean-Pierre Jeunet, é o filme programado para a primeira sessão da sala, na sexta-feira (17.06), às 13h, e sugere o clima onírico do local. “A experiência na sala da Drive-In vai ser leve, descontraída. Do jeito que se assiste filme no sofá de casa, com os amigos, mas com programação, telona, som e cardápio especiais”, explica André Sturm, quem conta também com a parceria da ASAS.br.com, um colaborativo internacional de inteligência criativa.

Remodelada, a sala comporta 83 pessoas, acomodadas em bancos de carro restaurados como Dodge, Impala, Galaxie e Cadillac, além de duas fileiras de poltronas tradicionais. No fundo da sala, a cozinha foi montada na carcaça de um trailer inspirado no clássico modelo Airstream, onde as receitas serão finalizadas.

Os ingressos para a sala custam R$ 30 (R$ 15 meia entrada). No primeiro mês de funcionamento, os ingressos serão vendidos a R$ 20 (R$ 10 meia entrada).



MenuO cardápio - criado pelo Riviera e pela chef Mari Gilbertoni - traz sugestões divididas em “Melhor que Pipoca” (como chumbinho de porco, dadinhos de tapioca, bolinhos de arroz, mini bolovo - R$ 16, em média), “Palitinhos” (de polenta com alecrim, batata frita, biscoito de polvilho com sour cream - R$ 14, em média), “Sanduíches” (ciabata, pesto de rúcula e queijo canastra, ou burger de fraldinha no pão de brioche com picles de maxixe, alface, bacon, tomate e queijo raclette - R$ 25), além de “Pratos” (salada, macarrão ou rosbife, de R$ 20 a R$ 25)  e ainda “Sobremesas” (Milkshakes, Churros ou Cookies - R$ 14, em média).

Não haverá garçons. Ao entrar na sala, o frequentador pode fazer os pedidos no trailer e retirar no mesmo local, quando o pager informar que o pedido está pronto. Uma bandeja serve de apoio.

“Depois de criar essa sala com o André, viajei o mundo visitando experiências parecidas em Londres, Paris e Austin. Este é um drive-in contemporâneo, para se chegar de metrô ou ônibus e se divertir”, conta Facundo Guerra, que aposta no local como ponto de encontro para aniversários.



Programação – As sessões serão mais espaçadas, de três em três horas, para que o frequentador possa aproveitar a experiência sem pressa. A sala estará aberta uma hora antes de o filme começar, com exibição de curtas e videoclipes à meia-luz. Sturm fez algumas apostas, como a sessão “Vale a pena ver de novo” às 12h, no sábado, a sessão infantil às 11h de domingo, além de sessões de filmes de terror no sábado às 23h.



SALA DRIVE-IN
CINE CAIXA BELAS ARTES

Endereço: Rua da Consolação, 2423 – Consolação - Tel: 11 2894 5781
Ingressos: Os ingressos custam R$ 30 (R$ 15 meia entrada, para estudantes, correntistas do banco Caixa Econômica Federal, melhor idade).
Venda dos ingressos: na bilheteria (cartões de débito: todos; não aceita cartão de crédito ou cheque) ou pelo site www.ingressorapido.com.br.
Capacidade: 83 lugares

Matilha Cultural completa sete anos e se consolida no cenário cultural


Quando o universo de coletivos ainda era pouco conhecido e praticado no cenário paulistano, surgia a Matilha Cultural

Em 5 de maio de 2009, um edifício no centro de São Paulo abria suas portas, movimentando o universo cultural e também contribuindo para a atuação e formação de profissionais do terceiro setor e de propostas coletivas. O panorama de seus projetos é eclético. A diversidade a faz aberta, mas com perfil intrinsecamente ligado à cena urbana, hip hop, skate, cachorro e meio ambiente. A Matilha Cultural também inovou, criando, dentre outras iniciativas, a sessão de cinema que permite o ingresso de cães. Algo também inovador.



E por que os cães? Pela paixão por esses animais, presente desde sua origem, surgida a partir da produtora de cinema Olldog Filmes. Seus integrantes visualizaram a iniciativa primeiramente com o objetivo de abrir uma sala de cinema, ante a situação de falta de espaços para as produções independentes. Outra proposta: oferecer  sessões de cinema gratuitas ou a preços populares, tornando-se assim, opção para os custos altos das sessões de cinema.

Quando encontraram o galpão vazio no centro, acreditaram ser o local ideal para inaugurar não só uma sala de cinema, mas também um Centro Cultural. Após dois anos de adaptações no espaço, a Matilha Cultural saiu do projeto, com ambiente expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. O novo espaço passa a fortalecer a cena independente da cultura nacional.



Dentre as propostas da Matilha, estão fomentar práticas e pensamento sustentável, principalmente por meio da cultura, promover relacionamento cultural internacional, realizando projetos que favoreçam o intercâmbio cultural entre nações. “Nossa proposta é também ser um espaço comprometido com as novas tendências fundamentalmente contestadoras da produção artística, além de promover, com nossas ações, a conscientização sobre o meio ambiente com um olhar atento sobre nosso contexto sustentável”, explica Ricardo Costa um dos idealizadores do espaço.

Nestes sete anos, ao aglutinar projetos e expressões culturais atuais, a Matilha Cultural funciona como um centro de ideias coletivas. Ao longo desse período, toda a programação foi gratuita ou a preços populares, totalizando cerca de 100 exposições, mais de 500 sessões de cinemas,  eventos musicais, feiras de adoção, lançamentos de livros e outros produtos, oficinas com artistas, eventos nas ruas e cursos. Investe ainda em selo musical, com foco em produções de hip hop, rap e funk. Dentre as propostas estudadas para ações, a Matilha pretende se aproximar do universo educativo, por meio de parcerias com faculdades. “Os estudantes já são público do espaço e queremos que eles estejam mais próximos, em projetos e iniciativas”, diz Ricardo.

Cine Matilha Cultural

O cine Matilha Cultural nasceu para exibir produções cinematográficas independentes, filmes e documentários de relevância socioambiental e proporcionar o acesso do público do centro da cidade a festivais e mostras da sétima arte. A sala também é usada para sessões promocionais, pré-estreias e cabines de produção e imprensa.



MATILHA CULTURAL
Rua Rego Freitas, 542 - República 
Tel. : (11) 3256-2636
Horários de funcionamento : 
Terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h


Inauguradas as primeiras salas do Circuito SPCine de Cinema nos CEUs da capital

Na primeira etapa do projeto, serão montadas e modernizadas 20 salas, das quais 15 serão em CEUs

Na quarta-feira, 30 de março de 2016, foram inauguradas as duas primeiras salas de cinema do Circuito SPCine, que funcionarão nos Centros Educacionais Unificados (CEUs). As salas entregues funcionarão nos CEUs Meninos, região leste e Butantã, localizado na região oeste.

Projetor digital adotado para as salas do Circuito SPCine - Foto: Leon Rodrigues


A opção por entregar 15 das 20 salas previstas nos CEUs visa fomentar o acesso à cultura aos moradores de lugares mais distantes do centro da cidade. "A cultura é fundamental para enfrentar todos os desafios que o povo brasileiro tem pela frente, para estimular a convivência e a aceitação do outro para a construção de uma sociedade democrática", disse Juca Ferreira, Ministro da Cultura.

Cerca de 900 convidados, entre profissionais do cinema, atrizes, atores e comunidade local, participaram da inauguração das salas de cinema nos CEUs Meninos e Butantã. Acompanhada da filha, Aracelis Santos Diniz, moradora dos arredores do CEU Meninos, aguardava ansiosamente o início da sessão do filme "O Escaravelho do Diabo". "Vai ser muito bom ter um cinema aqui no CEU. Vai facilitar nossa vida, já que não precisaremos ir até São Caetano ou até o centro de São Paulo", afirmou.

Inauguração da sala de cinema do CEU Butantã em 30/03/2016 - Foto: Leon Rodrigues


Inauguração da sala de cinema do CEU Butantã em 30/03/2016 - Foto: Leon Rodrigues


Com a instalação completa das salas, a programação contará com 200 sessões semanais, com grande diversidade de títulos, incluindo obras artísticas, nacionais e blockbusters, além de construir um plano de formação de público com a expectativa de atingir até 960 mil espectadores por ano. "Essas salas são muito importantes, formam um circuito alternativo e de fácil acesso. Aqui, a gente não vai precisar pegar ônibus e pagar ingresso para assistir a uma boa programação", afirmou o Prefeito Fernando Haddad.

Das 15 salas que serão instaladas nos CEUs, cinco se localizam na zona leste, cinco na zona sul, quatro na zona norte e um na região oeste. "O cinema envolve várias artes. Vai ser fascinante a gente ver o aprendizado dos alunos, dos professores, das famílias. Aqui também serão realizados debates com os jovens. A educação precisa se dinamizar cada vez mais", disse o Secretário Municipal de Educação, Gabriel Chalita.

Testes na sala de cinema do CEU Meninos em 24/03/2016 - Foto: Leon Rodrigues

Testes na sala de cinema do CEU Meninos em 24/03/2016 - Foto: Leon Rodrigues


"Com estas salas, nós também daremos oportunidade para produções que muitas vezes não conseguiram chegar às grandes salas de cinema", disse o Secretário Municipal de Cultura, Nabil Bonduki, que também ressaltou os benefícios da parceria entre as Secretarias de Educação e Cultura.

As salas inauguradas contarão com tecnologia de ponta e as sessões nos CEUs acontecerão as quartas, quintas e domingos, seguindo a lógica do mercado de exibição que renova as estreias sempre no quinto dia da semana. Os outros equipamentos culturais seguirão a mesma estratégia, mudando apenas a quantidade de sessões. "O cinema faz parte da formação da cidadania. Todos têm direito de ir ao cinema e é este o esforço que estamos fazendo aqui para viabilizar o acesso da forma mais universal possível ao cinema", afirmou o diretor-presidente da SPCine, Alfredo Manevy.

Testes na sala de cinema do CEU Meninos em 24/03/2016 - Foto: Leon Rodrigues

Inauguração da sala de cinema do CEU Meninos em 30/03/2016 - Foto: Fernando Pereira


Sobre o projeto - O Circuito SPCine é um projeto da Prefeitura de São Paulo que tem o objetivo de levar a experiência do cinema a todas as regiões da capital paulista, sobretudo as não atendidas ou pouco atendidas por salas oficiais de cinema, ampliando a oferta de espaços para exibição de filmes, além de modernizar salas já existentes com equipamentos de ponta, criando uma programação regular nesses locais.

Texto publicado originalmente no Portal da Secretaria Municipal da Educação.

Mais fotos e informações:
Capital recebe primeiras salas públicas de cinema

Fábrica de sonhos: conheça a história e a trajetória do Espaço Itaú de Cinema

Ele é uma enciclopédia ambulante, cheio de histórias e fatos para contar das mais de duas décadas cuidando das famosas salas e do saguão do Espaço Itaú de Cinema, na Rua Augusta paulistana. Numa visita cotidiana, Adhemar Oliveira distribui sorrisos e simpatias para todos os funcionários e para nossa equipe, que ele recebe para contar um pouco sobre seu orgulhoso trabalho de muitos anos com o cinema. Adhemar é um dos responsáveis pelo famoso roteiro de cinema alternativo do Espaço Itaú de Cinema da Rua Augusta, em São Paulo.
Exibidor, distribuidor e empresário, até chegar ao Espaço Itaú, Adhemar esteve à frente de diversos cineclubes e salas no Rio e São Paulo, ajudando a fomentar um tipo de cinema de rua, alternativo e proeminente na produção cinematográfica local, como ele acredita ser o Espaço Itaú da Augusta.
  “Este cinema foi o espaço responsável pela retomada de colocar os filmes brasileiros em cartaz”, diz Adhemar, sem meias palavras, ao lembrar-se do impacto no roteiro cultural com o surgimento da sala em 1993, época que a produção cinematográfica estava “alijada”. “Em 1995 ‘Carlota Joaquina’ ficou 6 meses, um sucesso. Era ‘Carlota Joaquina’, ‘Sábado’ e ‘Vem Dormir Comigo’, formando uma frase engraçada no letreiro grande que tinha na rua (risos)”.
Na época com o apoio do banco Unibanco, que veio a ser fundido com o Itaú em 2008, Adhemar nota como o patrocínio deixava os exibidores à vontade para apostas - e na época o cinema nacional era um nicho a ser redescoberto. Em 94 nós apresentamos oito filmes brasileiros para 100 mil espectadores. Em 95 fizemos 300 mil espectadores só com os brasileiros, uma retomada que colocou o cinema brasileiro de pé. E ganhamos dinheiro com isso!”, gaba-se. “Nosso cinema era considerado ótimo, e essa aliança com os filmes brasileiros, que não eram considerados ótimos à época, fez a dialética da coisa: um cinema bom jamais apresentaria um filme ruim, então reinventamos a apreciação desses filmes”, diz Adhemar, explicando como a vitrine do então Espaço Unibanco trouxe olhares e público para a produção local.
Inaugurado em 6 de outubro de 1993 com o filme “O Banquete de Casamento”, de Ang Lee, como Espaço Banco Nacional de Cinema, a sala ocupou o ponto do antigo cine Majestic, de sala única e tela gigante  -  a cinerama, de 22 metros. Por seu trabalho em cineclubes, desde os tempos de estudante em Jaboticabal, interior de SP, na USP, e em suas atuações na Estação Botafogo do Rio, Adhemar foi escalado pelo Banco Nacional, que veio mais à frente ser assimilado pelo Unibanco, a bolar um novo ponto cultural na cidade.
  “Eu estava procurando um lugar, aí desci aqui na Augusta quando notei a correria de um assalto a um ônibus”, relembra Adhemar, com mais uma de suas ótimas histórias. Passado o burburinho, vejo uma placa ‘aluga-se’ num cinema velho no outro lado da rua. Dei um dinheiro para o cara que tomava conta e peguei o telefone direto do proprietário. Aqui era cheio de prostitutas na porta, visitamos, e acabei fechando com eles”.
Adhemar destaca os acertos do novo cinema na desprezada Rua Augusta dos anos 1990. “O que marcou - e marca até hoje  foi o saguão entre as salas. Antes o Majestic tinha a entrada quase na calçada direto pra sala. Nós abrimos um espaço como uma praça, onde cabem 500 pessoas circulando, para eventos e recepções. É a alma do nosso cinema esse espaço. Dois meses depois da abertura o investimento do banco estava pago, um mês depois, explodiu. Era um cinema moderno, equipamento de primeira, com programação alternativa”.
O Espaço Banco Nacional, que veio a se tornar Espaço Unibanco e hoje Espaço Itaú, é famoso ponto de encontro da moçada e da intelectualidade paulistana, tanto que suas exibições de filmes alternativos, documentários e brasileiros, além de eventos gerais, geram filas que são tão famosas quanto às próprias exibições. “Lembro nos anos 90 quando juntamos para uma mesa Chico Buarque, Saramago e Sebastião Salgado, na Sala 1. Transmitimos no saguão, nas outras salas, e na hora de ir embora foi uma confusão! Como fazia pra tirar eles pela única saída?”, diverte-se.
A alma de “cineclube”, mas com um olhar sagaz para os negócios e um espírito de redemocratização do cinema nacional são outros aspectos destacados por Adhemar, que é sócio dessa e de outras salas até hoje, funcionário que “faz tudo, até a limpeza!”. Outro marco de seu trabalho com o cinema foi o desenvolvimento da sala “Arteplex”, que teve estreia no Espaço Unibanco do Shopping Frei Caneca, misturando filmes do roteiro alternativo e sucessos blockbusters todos no mesmo ambiente de exibição. “A gente era visto como cinema de arte, uma coisa ilhada. Com o Arteplex, a gente explodiu ainda mais, pois tratamos o cinema de uma forma mais abrangente”.
O exibidor conta que percebeu que havia similaridades entre o circuito alternativo e o comercial com o filme “Star Wars”, um clássico do cinema que mesmo amantes do roteiro cinéfilo iam acabar assistindo uma hora. “O pessoal ia ver o ‘Star Wars’ em outra sala, e eu ia perder dinheiro! Pensei que tinha que renovar a plateia, o pai trazer o filho adolescente. Aí abri o Arteplex no Frei Caneca misturando esses dois espíritos e foi um sucesso, 45% de taxa de ocupação!”, celebra, reforçando como o Espaço da Augusta é que ajudou a gerar esse e outros desdobramentos do roteiro cinematográfico da cidade. “Esse cinema, mais do que qualquer outro, funcionou como uma fábrica: tanto de projetos, como de pensamento…”.

  “Quase todos os cineastas da nova geração (ele cita Beto Brandt, Tata Amaral, Paulo Caldas, e etc.), nasceram aqui. E é assim que anda”. Adhemar diz que uma das coisas gratificantes do seu trabalho é, aos 60 anos, sentir-se novamente jovem quando um cineasta de 18 anos vem apresentar seu filme para ele, já que é sabido que todo produtor de cinema no Brasil adoraria ver sua história no Espaço Itaú da Augusta  -  de preferência na Sala 1!.

  “Criou-se um mito, essa coisa de que se passa aqui, que o filme é bom (não necessariamente, depende do filme!). E isso por causa da nossa iniciativa de fundar lá em 1993, 1995, uma vitrine, uma aura para os filmes brasileiros, quando eles estavam prejudicados”. Adhemar conta a divertida história de que, na primeira entrevista sobre a fusão de Itaú e Unibanco, uma das primeiras perguntas terem sido “cliente Itaú também vai pagar meia?”, fato que provoca mais uma entre tantas gargalhadas nesse veterano exibidor de alma jovem.
  “Desde a época do Nacional o cliente paga meia e pode comprar o ingresso com cartão de crédito, inovações que são nossas”, conta. “E isso é parte do papel do cinema, que é criar. Passar filme qualquer um passa, criar uma programação depende muito de ter uma boa antena”.
Texto da assessoria de imprensa do Espaço Itaú de Cinemas.
“Se ainda temos cinemas de rua em São Paulo, devemos isso ao Adhemar Oliveira. Ele entrou para a história da exibição cinematográfica brasileira, assim como Francisco Serrador, Paulo Sá Pinto e tantos outros empresários exibidores, corajosos e visionários”. – Antonio Ricardo Soriano

CineArte: o tradicional cinema da Av. Paulista

Por Antonio Ricardo Soriano

O cinema é inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., com o filme "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle. A sala tinha cerca de 500 lugares.

















Nos anos de 1970, o cinema entra crise. Em 12/11/1982, o experiente programador Dante Ancona Lopez passa a dirigi-lo, agora, com o nome Cine Arte um e o slogan "Espetáculo - Polêmica - Cultura". O primeiro filme exibido é "Mamãe faz 100 anos", do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura, com Geraldine Chaplin e Amparo Muñoz.

O sucesso do cinema é imediato, graças a uma programação bem diferenciada. Em 15/09/1995, o Cine Arte um ganha mais uma sala, com apenas 150 lugares, construída no hall onde funcionava uma bombonière. A Look Filmes, proprietária do espaço, instala equipamentos italianos de som e projeção. O primeiro filme exibido na pequena sala é "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang, com Harvey Keitel, William Hurt e Forest Whitaker. Neste dia, os primeiros espectadores receberam um livro e mais um brinde especial.

Em 2003, o cinema entra novamente em crise e ameaça fechar. A situação mobiliza frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Ana Muylaert, ganhando força através da internet. Depois, Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional, assume a campanha "SOS CINE ARTE", promovendo um ato público. Por tudo isso e muito mais, os empresários exibidores Adhemar Oliveira e Leon Cakoff (in memoriam) se sensibilizam e, junto do incentivo de uma grande empresa patrocinadora, passam a administrar o cinema.

Em 22/10/2005, depois de uma grande reforma, o cinema é reinaugurado com o nome de Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebe nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros. O custo da reforma foi de R$ 3,2 milhões.















Em 03/09/2010, muda-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Em 18/06/2015, mais uma vez, o cinema perde o patrocínio e passa a chamar-se CineArte. Segue firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, uma das melhores da cidade.

Foto : Antonio Ricardo Soriano

CineArte
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073 - Consolação
Entrada, também, pela Rua Padre João Manoel, 100
Telefone : (11) 3285.3696
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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.