Salas de cinema na Vila de São Bernardo


Salas de cinema na Vila de São Bernardo 
(1911-1930)

Por Jorge Henrique Scopel Jacobine - Formado em Ciências Sociais pela FFLCH-USP (2002). Desde 2003 trabalha na Seção de Pesquisa e Documentação/Divisão de Preservação da Memória – PMSBC, desenvolvendo atividades na área de preservação, pesquisa e divulgação da história local.

Criado oficialmente pelos irmãos Lumièri, em 1895, o cinema difundiu-se rapidamente pelo mundo. Vinculada inicialmente a outras formas de lazer, como o circo e o teatro de variedades, a nova curiosidade tecnológica rapidamente se destacou entre tantas outras que se multiplicavam no final do século XIX. Atividade majoritariamente itinerante em sua primeira década a apresentação do então chamado cinematógrafo ocorria em feiras, quermesses, circos, cafés e teatros, sendo marcada pela exibição de diversos filmes de poucos minutos de duração – pequenos documentários, cenas cômicas e dramáticas constituídas geralmente de um único plano. Os exibidores destes primeiros anos do cinema enfrentavam dificuldades como o transporte de equipamentos, a necessidade de negociar com os proprietários dos estabelecimentos onde apresentavam os filmes, e a renovação do repertório - a produção cinematográfica era pequena e sua circulação ainda não bem organizada. 

Ocorrida por volta de 1905, a superação destes obstáculos esteve ligada a vários fatores - como a  fixação das salas exibidoras, o barateamento do valor dos ingressos, e um grande aumento da produção cinematográfica - e marcou o início de uma nova fase na história do cinema, a qual se estenderia até meados da década de 10. Nos EUA este processo esteve relacionado ao aparecimento dos Nickelodeons, galpões grandes e rústicos que se tornaram locais fixos de exibição cinematográfica a um custo muito baixo, popularizando radicalmente o cinema e abrindo caminho para sua transformação em grande indústria. Em São Paulo esta nova fase se inicia em 1907, com a inauguração do Cine Bijou Theatre, sua primeira sala fixa, e se consolida nos anos seguintes com a proliferação de pequenos cinemas por todo o Estado.

É a este grupo de acontecimentos que se vincula, em 1911, o aparecimento da primeira sala de exibição fixa na sede do município de São Bernardo, hoje município de São Bernardo do Campo. Batizado como Cinema Paulista, o salão pertencia aos empresários e políticos Carlos Prugner e José D‘Angelo – ambos já eleitos vereadores na cidade, Prugner em 3 legislaturas consecutivas (1902/1905/1908) e José D Ángelo em duas (1902/1905). A vida social e econômica da sede do município, chamada à época de Vila de São Bernardo, se estruturava em torno da Rua Marechal Deodoro e dava, naquele momento, os primeiros passos na direção de sua industrialização. Com uma população pequena e fortemente marcada pela presença dos imigrantes europeus, a cidade abrigava nesta época já algumas  pequenas indústrias, entre as quais, uma fábrica de cerveja pertencente ao próprio Carlos Prugner. O Cinema Paulista estava situado na esquina da Rua Dr. Fláquer com esta mesma Rua Marechal Deodoro que alojava a maioria das pequenas empresas nascentes, além da Praça da Matriz, muitas residências, e quase todo o comércio da cidade.

Uma das principais fontes de informações sobre o Cinema Paulista é o jornal O Progresso, em cujas páginas encontram-se os anúncios publicitários do estabelecimento entre agosto de 1911 até abril de 1912. Através destes anúncios ficamos sabendo que a sala apresentava sessões nos finais de semana, às 8 horas, a um custo que variava de 300 réis - para as gerais no sábado - até 800 réis, para as cadeiras nos domingos. A publicidade no jornal anuncia ainda a exibição numa mesma sessão de '12 fitas novas e selecionadas, algumas de grande metragem', um conjunto que inclui comédias e dramas. A fim de se especular um pouco mais sobre o conteúdo desta programação vale lembrar que neste período eram comuns fitas com duração de 15 minutos, mais longas e mais sofisticadas - com roteiros mais complexos e montagem de vários planos - que as produzidas na década anterior. Pela quantidade de fitas exibidas é razoável supor que as de 'grande metragem' anunciadas se refiram a este padrão de 15 minutos, sendo o restante da programação composto por cenas mais curtas. Nesta época a empresa francesa Pathé dominava o mercado mundial da produção cinematográfica e ainda fabricava a maioria dos projetores utilizados nas salas de cinema do Brasil, candidatando-se assim à origem mais provável tanto da maior parte das fitas exibidas quanto dos equipamentos utilizados pelo Cinema Paulista. 

O Anuário Estatístico do Estado de São Paulo é outro documento que fornece dados importantes sobre o Cinema Paulista. Nele verificamos que o valor do prédio era de 8$000.000, que o salão abrigava 270 pessoas sentadas e obteve lucro líquido de 600$000, além de uma receita bruta de 4500$000. Comparando estes números com os dados listados no mesmo documento, relativos às dezenas de cinemas espalhados pelo interior do estado – e em especial com o Cine Teatro Carlos Gomes do distrito vizinho de Santo André – estimamos dimensões modestas para o negócio de Carlos Prugner. O documento informa também que a sala empregava 6 pessoas e que realizou 80 apresentações em 1911. Considerando 500$ como valor médio do ingresso, podemos então estimar a quantidade de ingressos vendidos no ano, obtendo um total de 9000 unidades, e a média de ingressos vendidos por sessão, que atingiria a taxa de 112,5 - menos da metade da lotação do espaço.

O Anuário só volta a mencionar a existência do Cinema Paulista em 1914 e não cita nenhum dado referente ao mesmo, de modo que no momento não podemos dizer com exatidão até quando a sala existiu. Muito provavelmente o Cinema Paulista, assim como inúmeros outros espaços desta primeira geração das salas fixas de São Paulo, não sobreviveu até a metade da década de 10, momento que marcaria o início de uma nova fase na história do cinema e das salas exibidoras. No único registro oral preservado da memória deste espaço, Henrique Colombo, morador de S. Bernardo do Campo, nascido em 1897 e que, portanto, o conheceu em sua adolescência, assim nos relata: "O primeiro cinema estava situado no Salão Prugner (...) onde está agora o Banco Noroeste (...). Era um casarão antigo muito grande.  (O proprietário) era o dono de uma cervejaria também. O salão era um bom salão até (...) só que era iluminado à carbureto, não tinha luz elétrica".

Segundo o livro de atas da Câmara Municipal de São Bernardo, em outubro de 1912, o vigário Francisco Dolci era o proprietário de um cinematógrafo e pediu, em benefício da Igreja, a restituição dos impostos já pagos sobre a utilização do mesmo - solicitação que foi indeferida pela Câmara Municipal com a justificativa da laicidade do estado brasileiro. O estabelecimento do Padre Dolci denominava-se Cine Parochial e sua existência até o ano de 1914 é atestada pelo Anuário Estatístico do Estado de São Paulo e por um depoimento de José D’Angelo, filho de Vicente D’Angelo que também foi proprietário de um cinema na Rua Marechal Deodoro, sobre o qual o que podemos dizer com segurança é que esteve em atividade por volta do ano de 1914 e foi concorrente do Cine Parochial.

A história do cinema nos anos 20 é marcada pela hegemonia das grandes companhias norte-americanas - como a Fox, a Paramount, a Metro, e a Universal - cujos estúdios se concentravam em Hollywood, nos subúrbios de Los Angeles. Estas empresas controlavam a produção, a distribuição e a exibição dos filmes e foram responsáveis pela transformação do cinema em uma das indústrias mais rentáveis do mundo. Controlando entre 60% e 90% do mercado mundial (cerca de 80% no caso do Brasil), e produzindo cerca de 800 filmes por ano, a indústria cinematografia americana deste período se caracterizou ainda pelo advento dos 'Palácios do Cinema' – grandes e luxuosas salas de cinema – e do unit system – marcado pela substituição do diretor pelo produtor no controle da maioria das atividades ligadas à confecção dos filmes.

Em São Paulo, durante a I Guerra Mundial, devido à escassez de fitas novas importadas, o mercado de exibição cinematográfica passou por sérias dificuldades. Para a maior parte deste período não há registro da atividade de salas de cinema na sede do município de São Bernardo.

Também durante a guerra, devido ao progressivo avanço do cinema americano sobre o mercado nacional, empresários nacionais que, assim como Francisco Serrador, eram distribuidores e exibidores, se tornaram apenas exibidores, dependentes, desta época em diante, de acordos com distribuidoras para sua sobrevivência no mercado. Em 1920, a hegemonia do cinema americano no Brasil já estava consolidada: dos 1295 filmes exibidos no ano, 923 eram originários dos EUA.

Na década de 20, o reaquecimento do mercado de exibição cinematográfica na cidade de São Paulo é marcado pela inauguração de várias novas salas – em especial o requintado Cine República (1921) - e já na segunda metade da década, pelo aparecimento dos primeiros luxuosos 'Palácios do Cinema', como o Alhambra (1928), o Paramount (1929) e o Rosário (1929).

Na pequena Vila de São Bernardo – que impulsionada pelo setor moveleiro avançava paulatinamente em seu processo de industrialização - surgiram nesta década o Cine Enrico Caruso, que depois seria reinaugurado com a denominação de Cine São Bernardo e o Cine Central, conhecido popularmente como 'Cinema do Barbudo'. Ambos se localizavam na Rua Marechal Deodoro, no trecho entre as Ruas Padre Lustosa e Municipal, o primeiro no atual número 1237 e o segundo no 1315, no prédio que depois abrigaria a sede do Esporte Clube São Bernardo, a sede do Palestra São Bernardo e as Lojas Regina.



O Cine Central pertencia à Luiz Aurílio (apelidado de 'Barbudo'), um italiano que foi também comerciante de verduras na Rua Marechal Deodoro. Os registros de impostos da prefeitura comprovam a existência da sala nos anos de 1924, 1925 e 1927. Embora existam pouquíssimos registros escritos de sua atividade, o Cine Central é bastante presente na memória popular relativa ao período, sendo lembrado nos depoimentos de diversos moradores. Alguns deles atestam sua atividade num período anterior ao aparecimento do Cine Enrico Caruso:

Bortolo Basso assim relata: "houve diversos cinemazinhos aí que funcionaram um dia, dois ou três... mas o cinema mesmo que começou a funcionar, o primeiro, eu não me lembro agora o nome da pessoa, eu sei que nós chamávamos ele de 'Barbudo', ele era um italiano, ele usava barba, ele tinha o cinema aqui... aonde existe hoje as lojas Regina, tinha um salão aí, regularzinho (...) o cinema era mudo e nós entravamos no cinema e tinha lá um clarinete, uma flauta e se não me falha a memória um violãozinho, então quando se passava o filme, de acordo com o filme eles tocavam uma música ou tocavam uma valsa, uma marchinha, uma polca".

Segundo Joaquina Firmino de Almeida, "Não existia cinema, não existia esporte, não existia nada. Isso até 1920, mais ou menos, quando começou (...) o cinema do Barbudo".

O marceneiro João Gava, que frequentou a sala na infância, afirmou que "O cinema do Barbudo, eu fui assistir à diversos filmes lá, (...)(durante) mais ou menos uns dois meses. Aí ia ter um espetáculo no palco e primeiro ia passar um filme, mas a máquina não funcionava de jeito nenhum (...) aí pararam com o filme e anunciaram o espetáculo no palco. Era uma companhia cujo nome não sou capaz de lembrar agora. E daquela época o cinema nunca mais funcionou (...). Mas ficou na história. (Dizia-se): - Hoje vou no cinema do Barbudo! - Hoje vou no cinema do Pasin! Aí ficou só o cinema do Pasin, (...) era muito melhor, muito mais moderno. Era mais novo. O cinema do barbudo não tinha cadeira, era banco de madeira. Agora o cinema do Pasin já era cadeira. Só que eram cadeiras soltas e a gente que era molecada ganhava entrada para limpar o cinema quando passava filme. Era o tempo do Buck Jones, Lon Chaney, Boris Karloff, Tom Mix, O Gordo e o Magro, o cachorro Rin-tin-tin – que era famoso, Greta Garbo. O preço da entrada era 10 tostões, a meia entrada era 500 réis. Não podia um cobrar mais do que o outro porque se não ninguém ia".

Em 1928, o Cine Central já não aparece nos livros de impostos da prefeitura e, sendo possível que a sede do cinema já estivesse ocupada pelo recém-criado Esporte Futebol Clube, é provável que tenha sido 1927 o último ano de funcionamento do cinema de Luiz Aurilio.

Já o outro cinema da cidade neste período, o Cine Enrico Caruso, aparece no Anuário Estatístico do Estado de São Paulo desde o ano de 1920. Inaugurado com capacidade para 280 espectadores, este cinema realizou 59 sessões cinematográficas neste primeiro ano e 99 no ano seguinte. Em 1928 o espaço já comportava 550 espectadores, 5 funcionários (em 1920 eram 3) e exibia aumentos de 500% no valor de seu prédio e de 76% na sua receita bruta (comparada à de 1921), dados estes que indicam que provavelmente a sala passou por reforma no período.

Em 1924, o Enrico Caruso aparece nos registros de impostos da prefeitura como pertencente aos irmãos José Pasin e a Artur Gianotti, sendo que o último era também proprietário do Cine Carlos Gomes, em Santo André. Entre 1925 e 1928 a sala pertenceu apenas à José Pasin e seus filhos, entre 1929 e 1930 aparece registrada em nome de Oscar Azevedo Marques, e no início dos anos 30 seria reinaugurada com o nome de Cine São Bernardo, passando as décadas seguintes sob o comando de Francisco Miele.

Cine São Bernardo



Depois da Vila de São Bernardo ter passado cerca de 5 anos sem nenhuma sala de cinema, a ampliação do Enrico Caruso no decorrer da década de 20 e sua coexistência com o Cine Central durante alguns anos parecem refletir a participação da região no processo de crescimento do mercado de exibição cinematográfica que se verificava também na capital. No entanto, não são claras as causas do desaparecimento do Cine Central e da posterior estagnação do mercado local nas próximas duas décadas, com a presença de apenas uma sala exibidora. Ao fim do Cine Central podem estar ligados aos seguintes fatores:

1 - Neste período existia uma tendência de melhoria nas condições de conforto e higiene das salas, a qual estaria ligada ao processo de incorporação das classes médias e altas ao público regular dos cinemas, o qual, em anos anteriores, seria constituído pelas camadas mais pobres da população, as quais estariam dispostas a enfrentarem as condições mais rústicas das salas da época. A possível reforma do Enrico Caruso pode ter sido uma resposta a esta tendência, que o teria colocado em situação privilegiada em relação ao concorrente, absorvendo sua fatia no mercado.

2 -  Um anúncio no jornal para exibição, na Semana Santa, da grande produção Rei dos Reis, de Cecil B. DeMille, indicava que o Enrico Caruso funcionava associado a outros cinemas da região do ABC, através das Empresas Reunidas Cinematográficas do Município de São Bernardo. Esta associação pode ter sido determinante para o acesso mais rápido aos filmes com maior potencial de público. Uma vez que os acordos de distribuição eram fundamentais para a sobrevivência das salas no período, a ausência do cinema de Aurilio nesta associação pode estar entre os motivos do seu desaparecimento.

Este mesmo anúncio indica ainda que, mesmo trabalhando em conjunto, os cinemas do ABC apresentavam uma programação atrasada em cerca de um mês em relação à capital paulista, evidenciando a posição secundária em que se situavam dentro do circuito exibidor. Além de Rei dos Reis, o Cine Enrico Caruso programou neste mês Dois Águias No Ar, sendo que ambos os filmes estrearam em São Paulo em março do mesmo ano.

Texto publicado, originalmente, no periódico "Raízes", projeto editorial da Fundação Pró-memória de São Caetano do Sul.

Imagens :
Divisão de Preservação da Memória - Seção de Pesquisa e Documentação - Prefeitura de São Bernardo do Campo

Mauá em cartaz: o cinema de 1926 a 2003

Por Abimara Goulart Silva  
Graduada em História pela Universidade do Grande ABC.

A história dos cinemas de Mauá é relembrada por antigos moradores, embalada pela saudade. Numa época em que o rádio começava a entrar nas casas, em que a televisão era algo desconhecido, o cinema já tinha seu papel na sociedade: era o ponto de encontro da população e, em muitos casos, a única opção além da Igreja.

Através de pesquisa e relatos, chegamos ao primeiro cinema da cidade: o cine Ideal. Segundo o Sr. Archimedes dos Santos, funcionava próximo à casa de Vitorino Dell’Antônia – em rua que hoje leva este nome. Seu proprietário, Sr. Isaltino Celestino dos Santos, em fevereiro de 1927, pediu isenção de impostos para o cinema na Prefeitura de São Bernardo, alegando que a falta de hábito da população em frequentá-lo dava-lhe prejuízos.

Apesar disso, conforme descrito nesse pedido, o Sr. Isaltino insistia em mantê-lo funcionando aos sábados e domingos, para proporcionar à população algumas horas de distração e, mesmo diante da falta de retorno financeiro, comprometeu-se a pagar normalmente o imposto de seu botequim, também dentro do cinema, e dos cigarros.

Segundo consta nesse documento, o pedido feito teria validade para o ano corrente, que é o primeiro de seu funcionamento. Assim, ficamos muito próximos a sua data de inauguração, provavelmente entre 1926 e 1927. Quanto ao seu fechamento, não foi encontrada qualquer informação que levasse à data ou sequer o motivo.

Aproximadamente, em 1937, foi aberto o cine OPA, sigla que representava a inicial do nome de seus proprietários: Orfeu Ferrari, e os irmãos Pedro e Armando Scilla. Exibiam filmes aos domingos, quando então eram colocados cadeiras e bancos no salão da Associação Atlética Industrial, à época na 
Av. Barão de Mauá, nº 47.

A programação estava sempre atualizada, acompanhando os cinemas de São Paulo. Exibiram, por exemplo, as comédias de Carlitos, além de filmes como Ben Hur e O Corcunda de Notre Dame.

Nessa época, apesar do cinema falado, alguns filmes mudos ainda eram exibidos, o que exigia esforços de alguns músicos, que ficavam à frente da plateia, tocando conforme o enredo do filme. Entre os músicos figuravam Ida Scilla no violino e Armando Scilla no banjo.

Seu fechamento se deu em novembro de 1942, quando os donos enviaram ofício à Prefeitura de Santo André, comunicando o encerramento.

Entre 1945 e 1948, um certo senhor Orlando, morador da Rua Rui Barbosa, alugava filmes em São Paulo e exibia-os no final de semana, com seu aparelho de 16 mm., projetando-os no muro da casa da frente. Nesse período, chegou a preparar um filme de bang-bang com as crianças da cidade, que não foi finalizado.

Aproximadamente em 1947, segundo relato do Sr. Archimedes, aos domingos, o SESI exibia filmes para a população, na sede da Agremiação Esportiva Mauá, à Rua Justino Paixão 
(atual Rua Américo Perrella), nº 52.

Ao mesmo tempo, o Padre Antônio Negri comprou um projetor e começou a exibir filmes no salão da pequena Igreja Imaculada Conceição. Seu objetivo era arrecadar fundos para a construção, no mesmo local, da Matriz Imaculada Conceição, a mesma que conhecemos hoje. Era carinhosamente conhecido, pelos populares, por 'Cineminha do Padre'. No relato do Sr. Archimedes destaca-se um fato curioso: o padre catequizava as crianças aos domingos e, para aqueles que tinham presença, a entrada do 'Cineminha' era gratuita.

O último dia de funcionamento do 'Cineminha' foi o mesmo da inauguração do cine Santa Cecília, que reverteu sua primeira renda para auxiliar a construção da Igreja Matriz.

Apresentamos até aqui os cinemas ainda não regulares do ponto de vista técnico. Com o auxílio de *Atílio Santarelli, soubemos que eram aqueles que funcionavam em lugares não apropriados para a exibição. No entanto, discutiremos a partir daqui outros cinemas, já com projetor 35 mm., em prédios próprios para desenvolver a atividade cinematográfica.

E assim chegamos ao cine Santa Cecília, o primeiro de que se tem registro fotográfico. Seus proprietários eram o casal Cecília Cecon Milanezi e Antônio Milanezi. O nome presta homenagem tanto à Sra. Cecília Milanezi, quanto à Santa Cecília, padroeira da música. Este foi um importante marco na história de Mauá.

A inauguração do cinema aconteceu em 27 de agosto de 1949, em um prédio exclusivamente construído para ele, na Avenida Barão de Mauá, 449. Tinha capacidade para 1396 pessoas, com poltronas fixas feitas em madeira maciça marrom-escura e assento móvel, que causava muito 'dedo amassado' na criançada da matinê.

Loris Balbo Benito Santarelli e sua família foram os primeiros arrendatários, ficando responsáveis por todo o cinema, desde a projeção e programação, até a bombonière.

Muitas formaturas e peças de teatro aconteceram no palco do cinema, pois o telão era montado no fundo de um grande palco, tipo italiano, com enormes cortinas. Também aconteciam shows musicais e bailes de carnaval, conforme relatou Atílio Santarelli, quando todas as cadeiras eram desparafusadas do chão: "Tiravam a tela e desmontavam, porque ela ficava em cima do palco. No palco ficava a banda musical e virava um salão de carnaval. Isso aconteceu no Santa Cecília, várias vezes...".

Os filmes nacionais que faziam muito sucesso eram os de Mazzaropi, e também os que traziam Carmem Miranda e Oscarito. Quanto aos internacionais, E o vento levou..., e filmes de faroeste garantiam a sessão lotada. O público gostava de ver os seriados da 'matinée' do domingo e um filme que passava na sexta-feira santa de todos os anos, que era A Paixão de Cristo.



Em 1954, quem visitou o cine Santa Cecília foi o elenco da Rádio Nacional, com 60 artistas vindos de São Paulo e do Rio de Janeiro, incluindo os notáveis Ivon Cury, Walter Forster, Hebe Camargo, Mazzaropi e outros, em espetáculo transmitido para todo o Brasil. 

Os filmes exibidos aos domingos tinham dois horários: a 'matinée' e a 'soirée'. Aos sábados e durante a semana, não havia 'matinée'. Em geral, o cinema funcionava em cinco dias da semana.

Nessa época, os cinemas eram obrigados a exibirem um certo número de produções nacionais por ano, o que nem sempre era bem aceito pelo público. Atílio Santarelli relata que alguns filmes eram tão compridos, que de quatro rolos filmados, era possível pular um deles, que ninguém percebia!

Os Santarelli que ficaram na administração até 1954, reclamavam que o aluguel era muito caro, difícil de ser pago. Inicialmente, o ingresso custava 10 cruzeiros, valor que hoje fica sem referência para nós, contudo, comparamos com a data da última exibição no 'Cineminha do Padre': Cr$ 4,00. No jornal Folha de Mauá, em 1954, a população foi informada de que os preços haviam sido 'congelados' pela COMAP (Comissão Municipal de Abastecimento de Preços de Santo André), obrigando o Santa Cecília a cobrar no máximo Cr$ 6,00, contra os Cr$ 7,00 que permitiam a entrada em Ribeirão Pires e os Cr$ 8,00 cobrados em Campo Grande, bairro de Santo André, próximo à Paranapiacaba.

No mesmo jornal de circulação municipal, há uma nota sobre a programação do cine Santa Cecília, quando este passou para um novo empresário. Nela, há um parecer quanto à primeira administração, dizendo que não eram os melhores filmes que o cinema poderia ter, mas que ainda assim, agradavam os frequentadores e que a atual administração estava com qualidade muito inferior.



O autor da nota justificou seu argumento baseado no desenvolvimento que vinha ocorrendo no município recém-emancipado"Mauá está crescendo dia-a-dia e o único passatempo que possuímos, deve, por força das circunstâncias, acompanhar o ritmo de nosso progresso".

Em 1959, houve 320 sessões e 105.708 pessoas compareceram no Santa Cecília. Três anos antes de seu fechamento, ficou meio abandonado... até que foi vendido provavelmente em 1969 para o Banco do Brasil, que demoliu a antiga construção, devido ao seu mau estado, construindo outro prédio no local.

Em 1964 e 1965, o Monsenhor Alexandre Venâncio Arminas, também, exibia filmes no salão da Matriz, gratuitamente. Pelas lembranças de alguns munícipes, os filmes eram de caráter religioso, a exemplo da Paixão de Cristo. Segundo o Cônego Belisário, nos domingos à tarde, Monsenhor reunia crianças da catequese e seus pais, quando então 'rodava' os filmes. Era um empreendedor e sempre batalhou muito pela cidade e pela construção da Igreja Matriz. Faleceu em 1975.

Após dois anos sem cinema, em abril de 1971, foi inaugurado o cine Symaflor, mais uma iniciativa dos Milanezi – implícito no nome: Sylvio, Mário e Flora, os três filhos de Cecília e Antônio Milanezi. O Symaflor ficava na Avenida Barão de Mauá, nº 100, num prédio construído para tal fim e acomodava 1496 pessoas em suas poltronas.



Na sala de espera do Symaflor, as paredes foram pintadas pelo Sr. Paulo Domingues Tachinardi, que trabalhava com publicidade em cinema. Ele desenhou, de um lado, a 'História do Cinema', dos primeiros projetores (movietones) até os da década de 70, e do outro, a 'História da Porcelana', devido ao prestígio e pioneirismo da cidade na produção da porcelana fina, ficando conhecida como 'Cidade Porcelana' do Brasil. O Jornal de Mauá, em 1998, citou que sua "arquitetura refletia a grandiosidade e a sofisticação dos cinemas da década de 50 a 70".

Em 1979, o cine Symaflor é fechado e os três irmãos vendem o prédio para as Casas Bahia, que não abriu loja no local. Quando o cinema passou a ser incorporado pela rede de lojas, a população reclamou da falta de lazer na região. A atual proprietária, então, procura o Sr. Paulo Domingues Tachinardi, para que pudesse auxiliar na reabertura do cinema. E foi o que aconteceu, sendo que um funcionário das Casas Bahia, na época, foi treinado para ser o gerente.

Infelizmente, na década de 1980, dada a situação de crescente abandono, o cinema recebeu a fama que o acompanharia até seu fechamento: diziam ter 'pulgas' no Symaflor. Nesta época, o tratamento que Mauá recebia de outras cidades e, até mesmo de seus munícipes, era de uma cidade 'atrasada', 'terra de índio', o que contextualiza e explica um pouco do fracasso de nosso, então, único cinema.



Temos como pano de fundo aqui, a facilidade do material áudio-visual doméstico, como a televisão e o advento do vídeo-cassete. Era preferido por muitas pessoas devido às suas vantagens sobre o cinema, pois tornava possível a reunião de várias pessoas no mesmo local, assistindo aos filmes que quisessem e em horário que escolhessem.

Symaflor fechou em 1989 e seu espaço foi ocupado por exposições, vendas de roupas e calçados e, também, por um bingo. O imóvel, de propriedade das Casas Bahia, teve suas instalações completamente modificadas, incluindo a demolição do painel que contava a história da porcelana e do cinema. Mauá estava novamente sem cinema.

Essa situação permaneceu até 20 de março de 1998, data de inauguração do cine Green Plaza. No mesmo endereço do Symaflor, mas ocupando apenas um terço do antigo prédio. Recebeu este nome por funcionar dentro do Shopping Green Plaza. O acesso à entrada do cinema dava-se tanto pelo andar superior do shopping, quanto por uma porta na Avenida Barão de Mauá, ao lado das Casas Bahia.

Este cinema foi resultado de negociações entre o Shopping Green Plaza e as Casas Bahia. Com administração do Grupo São Luiz de Cinemas, foram inauguradas 2 salas de 231 lugares cada, sendo a terceira inaugurada cerca de um ano e meio depois, com 170 lugares e poltronas especiais para obesos. 

Os ingressos custavam R$ 5,00 e R$ 6,00 na estréia, com o lançamento dos filmes Titanic e Tropas Estelarescom direito a três sessões diárias. Ao redor do prédio, as ruas estavam sendo transformadas em calçadões, desencadeando a falta de estacionamento para o shopping e para o cinema, dificultando o acesso das pessoas que queriam ir de carro.

Em fevereiro de 2000, talvez pela crise, os ingressos baixaram para R$ 4,00, e às quartas e quintas-feiras para R$ 3,00, enquanto outros preços da região variavam entre R$ 8,00 e R$ 10,00. O fechamento das duas primeiras e maiores salas foi em junho de 2000, ficando apenas a sala menor em funcionamento.

O encerramento definitivo das atividades foi em 2000. O Grupo São Luiz levou todo o mobiliário e as antigas salas foram transformadas num único salão pelas Casas Bahia. Onde era a antiga bilheteria foi feita uma ampliação da loja. Mauá sem cinema outra vez!

Multiplex Mauá é o novo e atual cinema da cidade, dentro do Mauá Plaza Shopping, situado na Avenida Governador Mário Covas Júnior, nº1. Foi inaugurado em 6 de setembro de 2002, com moderna e de admirável apresentação. Com 5 salas de projeção, das quais 4 comportam 310 pessoas, e a outra, 250. Sendo que, cada um desses lugares, tem em média 5 cm. a mais que as poltronas convencionais, e maior espaço entre as fileiras, assim como espaço reservado para cadeiras de roda em cada sala.



O Grupo Araújo de Cinema, atual administrador, trouxe para Mauá a tecnologia da Itália, projetores e plateia em formato 'stadium'. A tela curva permite uma melhor visão das laterais da plateia ou próxima da tela. A programação acompanha as grandes redes e o ingresso chega a ser mais barato.

Mauá não foi apenas espectadora na história do cinema. Algumas pessoas da cidade chegaram a produzir filmes. Com essa intenção, os irmãos Gerber foram os atores e diretores do próprio ideal, bem como os primeiros cineastas da cidade. Graças a eles, hoje temos disponíveis, entre outros, os filmes: Mauá em Marcha, Comícios e Pedreiras e Os Dois Solteirões, com imagens de Mauá em diversos momentos entre as décadas de 50 e 60.

A ideia dos irmãos era, um dia, conseguir reunir os sons que gravavam com as imagens que faziam. Infelizmente, isto não aconteceu. Mas tal iniciativa, tão cara e de tamanha sensibilidade, é reconhecida hoje pelos mauaenses, por admiradores e conhecedores do cinema, e por todas as pessoas que se preocupam com a preservação da memória.

Os filmes dos irmãos Gerber foram telecinados – passados dos rolos para fitas de vídeo – por Atílio Santarelli e fazem parte do acervo do Museu Barão de Mauá.

Entrevista feita com Atílio Santarelli - 01/11/2002
Abimara:     
Gostaria que você falasse um pouco do seu envolvimento com o cinema para caracterizar seu personagem aqui na gravação:
Atílio:          
O meu envolvimento com o cinema é justamente em função do meu avô e meu pai terem sido proprietários de salas de cinema aqui na região do Grande ABC. Na minha infância, de manhã, ia para a escola e, se estivesse com notas boas no boletim, à tarde, meu pai me levava para o cinema. Mas não nas sessões, porque cinema de bairro, naquela época, durante a semana, só funcionava à noite. Ele me levava, porque eram feitas manutenções no cinema e eu ficava brincando. Brincava lá dentro e, principalmente, mexia nos projetores. Era o lugar que eu mais gostava de ficar. Na verdade, eu assistia filmes não na platéia, lá embaixo, mas na cabine, do lado das máquinas. Eu, com 7 ou 8 anos, já colocava filmes nas máquinas, ligava e desligava, abria a cortina, fazia tudo!
Abimara:     
Fale um pouco sobre o cine Santa Cecília, ele sempre foi de propriedade dos Milanesi, desde a construção, foi um prédio construído pelos Milanesi para ser um cinema?
Atílio: 
Sim, para ser um Cine Teatro, um cinema. Foi construído pela própria família, mas como eles não eram do ramo da cinematografia, o cinema foi colocado para locação à quem se interessasse terminar suas instalações, tanto é, que, quando meu avô alugou o prédio do cinema, faltava colocar tela, cadeiras e projetor. Colocaram a tela, cadeiras Simon – que naquela época eram as mais conhecidas e as melhores, eram de madeira maciça, mas não estofadas, e projetores RCA americanos. Isso em 1949! Minha família inaugurou o cinema, mas o valor do aluguel era muito alto. O faturamento do cinema não fechava as contas. Mas ficamos com ele até, provavelmente, 1953 ou 1954. Devolvemos para os Milanesi, que assumiram o cinema por um determinado período. Depois, alugaram para outra companhia, a Sul Mineira, que ficou com o Santa Cecília até o fechamento.
Abimara:     
Durante a  administração da sua família, era só cinema ou também tinha teatro?
Atílio:          
Antigamente, era muito normal os exibidores – exibidor é o proprietário do cinema, o que explora – usarem o cinema para bailes de carnaval. Eles desparafusavam todas as cadeiras do chão, jogava tudo para um canto e alugavam o espaço. Tiravam a tela, porque ficava em cima do palco e, nele, ficava a banda de música. Isso aconteceu no Santa Cecília, várias vezes. Agora, se houve peça teatral, eu desconheço, acredito que não.
Abimara:     
E como se deu esse contrato de locação, havia interesse já em fazer o cinema, ou seu pai era conhecido do filho do Milanesi?
Atílio:          
Não, nos anos de 1940, só meu tio tinha cinema. Ele administrava o Cine Teatro Brasil, em Ribeirão Pires, e meu pai estava desocupado. Meu tio ficou sabendo, lá em Ribeirão Pires, que a família Milanesi, de Mauá, estava construindo o cinema e não queria explorar o negócio e sim, alugar o imóvel. Houve um contato do meu avô com essa família. Eles não eram bobos, fizeram um prédio com todas as características de um cinema, por isso queriam muito dinheiro. Mauá estava sem cinema, era o primeiro. Inclusive, eu tenho o contrato de locação da família Milanesi com a nossa, do cine Santa Cecília. Lá tem o período do contrato de locação e o registro em cartório.
Abimara:     
Os filmes que passavam na administração Santarelli eram de circuito comercial?
Atílio:          
Totalmente comercial, justamente por ser numa cidade como Mauá, bem pequena na época, uma cidade operária. Não tinha como colocar filmes mais elitizados lá. Quanto mais popular, melhor. O povo gostava mesmo.

*Atílio Santarelli é filho de Loris Balbo B. Santarelli, primeiro administrador do cine Santa Cecília.

Texto publicado, originalmente, no periódico "Raízes", projeto editorial da Fundação Pró-memória de São Caetano do Sul.

Colaboraram:
Archimedes dos Santos, Atílio Santareli, Equipe do Museu Barão de Mauá, Paulo Tachinardi Domingues e Sílvia Ahlers.

CineArte, no Conjunto Nacional, tem novo patrocinador!

Por Antonio Ricardo Soriano

Conheça um pouco da história do CineArte Petrobras :

O cinema é inaugurado em 09/03/1963, com o nome de cine Rio, pela Empresa de Cinemas Rio Ltda., com o filme "O Assassino", do cineasta e roteirista italiano Elio Petri, com Marcello Mastroianni, Cristina Gajoni e Micheline Presle. A sala tinha cerca de 500 lugares.

Nos anos de 1960 e 1970, o cine Rio mantém uma programação de filmes bem populares até encerrar as atividades em 12/10/1978, com a exibição do filme nacional "Chuvas de Verão" (1978).



















Mais tarde, em 12/11/1982, o experiente programador
Dante Ancona Lopez passa a dirigir o cinema, agora, com o nome
Cine Arte um e o slogan "Espetáculo - Polêmica - Cultura".
O primeiro filme exibido é "Mamãe faz 100 anos", do cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura, com Geraldine Chaplin e Amparo Muñoz. O sucesso do cinema é imediato, graças a uma programação bem diferenciada.

Notícia de 28/03/1994

Anúncio de 15/09/1995


Uma segunda sala é construída no hall onde funcionava a antiga bombonière. A sala 2 é inaugurada em 15/09/1995, com o filme "Cortina de Fumaça", de Wayne Wang.

Em 2002, o cinema, agora chamado Cinearte, de propriedade de Adhemar Oliveira e Leon Cakoff (falecido em 14/10/2011), passa a operar deficitariamente e fica sob ameaça de fechamento. A situação mobiliza frequentadores, moradores da região e o poder público. Primeiro com um abaixo assinado, iniciado desde as primeiras sessões do filme "Durval Discos", de Anna Muylaert e, depois, com a criação da campanha 'SOS CINE ARTE', coordenada por Vilma Peramezza, síndica e gerente geral do Condomínio Conjunto Nacional.



Uma 'vigília cinematográfica' foi feita em 25/04/2003. As duas salas do Cinearte abriram às 22 horas, exibindo filmes até as 6 horas da manhã do outro dia. O objetivo da maratona foi atrair a atenção do público e de possíveis interessados em investir na manutenção das salas. O resultado foi excelente e serviu para reabrir, posteriormente, o cinema.

Depois de uma grande reforma iniciada em 22/08/2005, o cinema é reinaugurado, em 22/10/2005, como Cine Bombril, com a exibição do filme "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, numa noite só para convidados. Um nome não muito adequado ao cinema, mas valeu a pena, pois a empresa investiu muito no espaço. Além de modernos equipamentos de som e projeção, o cinema recebe nova decoração e acomodações e, na sala 1, poltronas de 64 cm. de largura e distância de uma fileira para a outra de 1,25 metros. O custo da reforma foi de R$ 3,2 milhões.


















Em 03/09/2010, muda-se o patrocinador, o layout e a decoração, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Mais uma vez o cinema perde o patrocínio e, em 18/06/2015, passa a chamar-se CineArte. Segue firme com programação de filmes de excelente qualidade e a sala 1, como uma das melhores da cidade.




Em 29/05/2018, uma sessão especial reinaugura o cinema, desta vez, com o patrocínio da Petrobras, com o filme "Paraíso Perdido", de Monique Gardenberg. O cinema passa a se chamar
CineArte Petrobras.

CINEARTE PETROBRAS
Endereço : Avenida Paulista, 2073 - Consolação
Entrada, também, pela Rua Padre João Manoel, 100
Dentro do Conjunto Nacional.
E-mail : contato@cineartepetrobras.com.br
www.cineartepetrobras.com.br

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.