11 de dez de 2014

Álbum natalino 2014

Um presente de Natal para os leitores do blog 
Salas de Cinema de São Paulo!
Obrigado Caio Quintino por autorizar a publicação dessas 
lindas e raríssimas fotos.
Um ótimo Natal e um Ano Novo cheio de paz e saúde a todos!

Clique nas fotos para ampliá-las.

Clique nas legendas para obter informações sobre cada cinema.

América

Art Palacio

Babylonia

Bandeirantes

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Braz-Polytheama

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Cambucy

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Colyseo Paulista

Lux

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Paratodos

Paulista

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Santa Cecília

São Bento

São Caetano

São Paulo (Theatro)

São Pedro (Theatro)

Santo Antonio

Universo

Esplendor e glória das salas de cinema

Por Ignácio de Loyola Brandão (Jornalista e escritor nascido em Araraquara/SP)

Acabo de passar por sete cidades do Triângulo Mineiro: Uberlândia, Monte Carmelo, Araguari, Patrocínio, Patos de Minas, Araxá e Uberaba. Em Araguari, Cinthia Maria Costa e Maria Cristina de Paula, da Faec (Fundação Araguarina de Educação e Cultura), me levaram a um restaurante na Praça Manoel Bonito. Entramos, nos servimos e quando olhei em torno estremeci:
- Esse lugar parece um cinema!
Eles sorriram:
- E foi!

Foto de Leandro Cezar Maniezo


Tinha sido o cine Rex, onde Luiz Sergio Person realizou a avant-première de O Caso dos Irmãos Naves, que, junto com São Paulo Sociedade Anônima, o incluiu entre os diretores de primeira linha do cinema brasileiro. Person não teve tempo de continuar sua obra, faleceu num acidente aos 40 anos em 1976. O Caso dos Irmãos Naves é a história de um célebre erro judiciário que abalou a cidade. O Rex cumpriu a sina da maioria das salas do Brasil, acabou. Cinemas de rua, digo. No entanto, em lugar de se tornar supermercado, estacionamento ou igreja, ficou fechado, porque seu criador, Milton Lemos da Silva, sonhador e obstinado, resistiu. Até o dia em que cedeu ao restaurante, com a condição de que decoração e arquitetura fossem mantidas intocadas.

Foto: Arquivo Público Municipal


O melhor estava por vir. Na saída, conheci um senhor que seguia para o caixa. Hermínio Carraro, me disse, estendendo a mão. Sua história está ligada ao Rex, ele foi o eletricista responsável pela instalação e manutenção dos circuitos, viveu num pequeno apartamento ao lado do cinema, cujo projeto é da mesma empresa que projetou o Estádio do Pacaembu, a Arnaldo Maia Lello. Hermínio acompanhou Milton Lemos da Silva a São Paulo, assistindo filmes durante dias e dias, pesquisando os melhores equipamentos. E escolheram a mesma aparelhagem de som do Ufa Palace, na Avenida São João, que, a partir de 01/01/1940, passou a se chamar Art Palácio. O programa daquela noite inaugural 21 de julho de 1938, (Preço único: 3 mil-réis) conta: "Projeção nitidíssima, perfeita, som puro, cristalino, exato, envolto em imagens límpidas, soberbas, perfeitas. Passadeiras macias eliminam qualquer ruído, evitando a inconveniência causada pelos retardatários". Bilheteiros e lanterninhas uniformizados. Tudo hollywoodiano. O programa tem 12 páginas, Milton fazia as coisas com requinte.

As imagens iam sendo reconstituídas pela narração de Hermínio e três filmes se misturaram na minha mente: Cinema Paradiso, Splendor e A Última Sessão de Cinema, todos nostálgicos, o mesmo tema. O filme inaugural foi Terra dos Deuses (The Good Earth), com Paul Muni e Louise Rainer. No Rex, por anos, os araguarinos viram filmes, concertos, balé, recitais e programas de rádio, afinal era um cineteatro. Por muito tempo, as pessoas se acostumaram a ver as alunas internas do Colégio Sagrado Coração sentadas em um setor reservado, segregadas ferreamente pelas freiras, às quais os pais, fazendeiros severos, tinham confiado a guarda das filhas.

Réplica do Fusca "Herbie" exposta no cine Rex (Foto de Geraldo Vieira)

Réplica do Fusca "Herbie" exposta no cine Rex (Foto de Geraldo Vieira)


Um dia, em 15/07/1947, as pessoas chegaram e deram com os preços aumentados. Não vacilaram, depredaram o Rex. Noite trágica. Hermínio correu e trancou a sala de projeções, a aparelhagem escapou. O resto ficou em pedaços: poltronas, cortinas, espelhos, balcões das bonbonnières, decorações, bilheterias. Reaberto, os preços foram mantidos, porém a empresa construiu outro cinema, a preço popular, o Lux, hoje depósito de uma loja de móveis.

Foto: Arquivo Público Municipal


Por anos, a rotina, sessões às 19h30 e 21h30, e o cinema foi perdendo a corrida para a televisão, a vida moderna, as mudanças da sociedade, até fechar em 1990. Porém, Hermínio continua a vir ali ainda que, por um bloqueio íntimo, tenha demorado muito a tomar coragem, romper com o passado, estava sempre a ouvir o murmúrio da plateia inquieta e depois o som ritmado do projetor e da música de fundo e a sentir os cheiros de perfumes, da cera do piso e das balas de hortelã.

Agora, terminado o almoço, a cada dia, ele dá o braço à sua mulher, dona Sedinha, e caminham a pé três quadras até a pequena oficina de reparos elétricos que ele ainda mantém aos 90 anos, cheio de serenidade e com um riso comunicativo.

Crônica publicada no Caderno 2 do jornal "O Estado de S. Paulo", em 07/10/2005.

10 de dez de 2014

Pulguentos e charmosos

Por Heródoto Barbeiro (Jornalista da CBN e TV Cultura. Articulista em jornais, revistas e Internet. Autor de livros na área de treinamento para empresas, jornalismo, história e religião. Gerente de jornalismo do Sistema Globo de Rádio - SP - Seu site)

Garantiram-me que Oswaldo Brandão, o grande técnico de futebol, foi porteiro do cine Santa Helena, na Praça da Sé. Não se pode confundir o Santa Helena, no Palacete Santa Helena, com seu concorrente Cinemundi, que ficava ao lado e num piso inferior. Nem se pode confundir também a época em que o Brandão dirigiu o Palmeiras com o período em que comandou o Corinthians. Este foi o seu verdadeiro período de glória. A ele, diga-se, é atribuída uma resposta antológica a um repórter esportivo que lhe perguntara como, afinal, vira determinada partida: “Com os olhos”, disse o arguto Brandão.
O circuito dos cinemas populares concentrava pessoas que vinham dos bairros para passear no Centro Velho. Era um grande cruzamento de gente, idéias, angústias, esperanças e alegria por poder passear pela região dos grandes arranha-céus. Muitas pessoas ficavam pelo meio do caminho nos sábados à noite, ou nas tardes de domingo, atraídas pelos baixos preços dos cinemas periféricos do centro, que apresentavam dois filmes pelo preço de um. E, de quebra, além dos trailers, um capítulo de seriado, às vezes Zorro, outras Capitão Marvel ou Super-Homem. Uma baciada oferecida para quem vinha da Mooca aos cines Roma e Santo Antônio, na Rua da Mooca. Quem vinha da Penha e de toda a região Leste pelas avenidas Celso Garcia e Rangel Pestana, preferencialmente de bonde, podia optar pelo Universo ou pelo Piratininga. Este ostentava o garboso título de maior cinema do Brasil. Depois, foi convertido em estacionamento (se o Mazzaropi soubesse...). Quem viesse pela Rua do Gasômetro podia descer no Brás Politeama, instalado num belíssimo prédio do começo do século, com pátio interno. Era possível continuar até o Itapura, bem ao lado do Parque Shangai, mas aí era preciso ter dinheiro. O cine Itapura fazia parte do circuito MGM, por isso era mais caro e só apresentava um filme por vez. Às vezes valia a pena como, por exemplo, para assistir a Quo Vadis, com Robert Taylor e o grande Peter Ustinov no papel de Nero.
Pouca gente se arriscava a entrar no cine Jóia, na Praça Carlos Gomes, bem pertinho da Avenida Liberdade. Era o cinema japonês, e, em plenos anos 1960, ninguém se arriscava a ver um filme de língua desconhecida, num tempo em que poucos sabiam quem era Toshiro Mifune ou Akira Kurosawa. Para os que desciam dos ônibus fumacentos na Praça da Sé, havia a alternativa de pegar um filminho no Alhambra, em plena Rua Direita, ou prosseguir até o Anhangabaú. Lá estavam os populares: de um lado o Nilo e, de outro, o Dom Pedro II. Este, no térreo de um velho palacete todo decorado, era originalmente um teatro com cadeiras de madeira sem estofamento. Afinal, as estofadas eram reservadas para os cinemas de elite.
O povo que vinha da Zona Norte desembarcava na Avenida Cásper Líbero, bem em frente da sede do jornal A gazeta. Na esquina da Rua Santa Ifigênia havia o cine Paratodos, num canto; no outro, ficava – e ainda fica – a igreja que leva o nome da rua, já foi catedral de São Paulo e guarda até hoje, nas paredes, os buracos de bala da Revolução Paulista de 1932. Na outra ponta, o prédio do Quarto Comando Aéreo, ao lado do hotel que encosta-se ao Viaduto Santa Ifigênia.
Tinha cinema para todo lado, todo preço e vestimenta. Com terno e gravata, era possível entrar no cine República, ou no Ritz, ou mesmo no Normandie, na Rua Dom José de Barros. Com “roupa comum”, era possível entrar no Broadway, ou no Oásis, ambos na Avenida São João, onde ficava também o Metro – mas, para freqüentar este último, só de fato completo, como diziam os velhos portugueses da cidade.
Os cinemas populares, que cercavam as salas nobres da Cinelândia e se misturavam a elas, eram carinhosamente chamados de “pulgueiros”. Nunca descobri exatamente por qual razão. Talvez pelas pulgas que insistiam em permanecer sessão após sessão no escuro. Cá comigo, porém, acredito que isso se devia mais às cadeiras de madeira, às bombonières com guloseimas baratas, aos cartazes anunciando sessões duplas, aos banheiros limpos mas mal conservados, aos lustres provincianos. Enfim, à falta de requinte das salas destinadas aos que trajavam paletó e gravata. Nada de piano ou música de câmara antes do filme, apenas o burburinho de pessoas ansiosas para saber como o herói do seriado se safaria da última maldade do bandidão. Eram salas humildes, mas charmosas, a maioria delas alcançadas por transporte público, e ninguém se envergonhava de descer defronte delas trazido por um bonde ou um ônibus da CMTC – a velha Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Afinal, naquela época, as pessoas ainda eram transportadas com dignidade por motoristas e cobradores de quepe, paletó e gravata.

Publicação autorizada pela editora. Texto do livro “Meu velho centro – Histórias do coração de São Paulo”, de Heródoto Barbeiro, da série Trilhas da coleção Paulicéia, da Boitempo Editorial – SESC – 2007

5 de dez de 2014

Cinemas pelo mundo: Empire, Odeon e Vue (Londres)

A Leicester Square é uma das áreas mais badaladas e culturais de Londres. Lá você encontra bares, restaurantes, casas noturnas, teatros e cinemas. Os melhores cinemas estão por lá e sediam os principais lançamentos de filmes, envolvendo grandes astros e estrelas, que percorrem o tapete vermelho, dando autógrafos e tirando fotos com os fãs, antes de entrarem no cinema e acompanharem a exibição inaugural com jornalistas e convidados.

Nos jornais locais, rádio e em sites da internet, é possível ficar sabendo local e horário das premières em Londres. Daí o ideal é chegar com algumas horas de antecedência para pegar um bom lugar e poder ver de pertinho os artistas.

Odeon Cinemas
Empire Cinemas
Vue Cinemas

Fotos : Adriana Diogens (04/12/2014)

4 de dez de 2014

Cinesala Sabesp: o tradicional cinema de rua do bairro de Pinheiros

Por Antonio Ricardo Soriano

No mesmo endereço do Cinesala Sabesp (Rua Fradique Coutinho, 361), funcionava o cine Fiammetta, inaugurado em 12 de julho de 1962, com o slogan "O CINEMA ELEGANTE DE S.PAULO". O primeiro filme exibido é "Esse Rio Que Eu Amo", com direção de Carlos Hugo Christensen, roteiro de Millôr Fernandes e, no elenco, Jardel Filho, Odete Lara e Tônia Carrero.


















Já nos anos de 1980, o antigo Fiammetta exibia apenas filmes pornográficos. 25 anos depois de sua inauguração, o cinema é arrendado pela Cia. Cinematográfica Franco-Brasileira, que o reinaugurava em 27 de dezembro de 1987, com o nome Studio ABC e o slogan "SEMPRE OS MELHORES FILMES".


O cinema passou a exibir filmes clássicos como "Quanto Mais Quente Melhor" (de Billy Wilder), "A Viúva Alegre" (de Ernst Lubitsch), "Uma Noite na Ópera" (dos Irmãos Marx) e "Casablanca" (de Michael Curtiz). A ideia do proprietário e exibidor Roberto Valansi era conquistar um novo público e transformar o espaço em ponto de encontro dos cinéfilos. O Studio ABC ganhou nova pintura e poltronas (436 lugares). O ambiente era simples, mas agradável, bem no gênero "cineclube".


Em junho de 1988, a Cinemateca Brasileira arrenda o cinema ao preço equivalente a 20% da bilheteria ou aluguel mínimo de Cz$ 100 mil (reajustável semestralmente). Passou a ser um espaço próprio que há anos era almejado, para que a Cinemateca pudesse estender suas atividades, tradicionalmente restrita aos campos da pesquisa, preservação e restauração de filmes.

O cinema passa por uma grande reforma, patrocinada pelo antigo Banco Nacional, já que as instalações do antigo cine Fiammetta estavam bem danificadas, incluindo sérios problemas de refrigeração e no telhado. O projeto de restauro, do arquiteto Walter Ono, recuperou as características originais do edifício, próprias do estilo dos anos de 1960, como colunas revestidas de vidrotil e paredes com tijolos de vidro. Os projetores foram trocados e adaptados para filmes mudos, com a inclusão de uma cabine para tradução simultânea. No saguão de entrada, cafeteria e livraria, além de monitores de vídeo (que exibiam imagens raras do acervo da Cinemateca) e um gongo para avisar o início das projeções (como nos antigos cinemas).

O então diretor executivo Carlos Augusto Calil afirmou na época: "A Cinemateca não teria como viabilizar a reforma do antigo cine Fiammetta caso dependesse de financiamento público". E disse mais: "Se depender de recursos governamentais, a Cinemateca paralisa suas atividades".



Com a abertura da sala, a Cinemateca Brasileira dava mais um passo rumo ao efetivo cumprimento de sua missão, nas palavras de seu sócio-fundador Paulo Emilio Salles Gomes (1916-1977): "Transformar a cidade de São Paulo no principal centro de irradiação da cultura cinematográfica do Continente".

A inauguração da Sala Cinemateca, em 10 de março de 1989, coincidiu com o 40º aniversário da sessão inaugural (em 10/03/1949) da Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, acervo de filmes do Clube de Cinema de São Paulo (futura, Cinemateca Brasileira), fundado em 1940. O filme inaugural da Sala Cinemateca é o mesmo da inauguração da Filmoteca do MAM: o clássico mudo "A Paixão de Joana D'Arc/La Passion de Jeanne D'Arc" (França, 1928), do dinamarquês Carl Theodor Dreyer, só que desta vez uma versão restaurada pelo Danske Filmmuseum, a cinemateca dinamarquesa. 



A Sala Cinemateca exibe na primeira semana, uma mostra inaugural de cerca de 60 filmes raros e inéditos, entre eles: "Sodoma e Gomorra" (Inglaterra, 1922), de Michael Curtiz (cópia restaurada em 1987 pelo Ostereiches Filmarchiv, a cinemateca austríaca); a primeira exibição de "Fronteira das Almas" (Brasil, 1989), de Hermano Penna; a pré-estreia de "Mississipi em Chamas" (EUA, 1988), de Alan Parker; a estreia nacional de "Corações em Luta" (Alemanha, 1920), de Fritz Lang (considerado perdido, até que em 1986, teve uma cópia identificada nos arquivos da Cinemateca Brasileira).

Nos anos de 1990, a sala se torna um tradicional ponto de encontro de cinéfilos interessados em assistir os clássicos do cinema e filmes alternativos, com a opção de serem sócios da Sociedade Amigos da Cinemateca (criada para apoiar a Fundação Cinemateca Brasileira). A Sala Cinemateca encerra suas atividades, neste endereço, em 21 de agosto de 1997, com a Mostra "Homenagem aos 25 anos do Festival de Cinema de Gramado". As sessões passam à ser exibidas na sede da Cinemateca Brasileira, no Largo Senador Raul Cardoso, 207 (Vila Clementino), em 5 de novembro de 1997.

O antigo cinema fica fechado até outubro de 1999, quando passa a ter novos administradores, Leon Cakoff (diretor da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo) e Adhemar Oliveira (do Espaço Itaú de Cinemas). Com a ajuda financeira de uma empresa patrocinadora, o espaço é inteiramente reformado e reinaugurado em 21 de Janeiro de 2000, como Sala UOL de Cinema. A nova sala (com 303 lugares) recebe tecnologia digital, novo sistema de ar condicionado, acesso para deficientes, poltronas para obesos, café com três terminais de acesso grátis à Internet e uma uisqueria. A programação da sala começa com a "Mostra Verão" (com filmes que foram sucesso de público na Mostra Internacional de Cinema de 1999) e com a "Sessão das Onze" (com clássicos e pré-estreias).



Em 2007, com os recursos de uma nova empresa patrocinadora, o cinema ganha nova tela e poltronas, som e projeção digital. A partir de 19 de outubro de 2007, passa a chamar-se IG Cine (agora, com 271 lugares). Inicia sua programação exibindo filmes da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Sem patrocínio, a sala é reinaugurada, em 4 de julho de 2009, com o nome provisório de Cinema da Vila. No ano seguinte, uma nova empresa passa a ajudar a preservar este tradicional "cinema de rua", um dos últimos "cinemas de bairro" da cidade de São Paulo, que passa a chamar-se Cine Sabesp (com sessão solene para convidados em 16 de junho de 2010).




Adhemar Oliveira, um dos sócios do Circuito Cinearte, rede de cinemas proprietária do Cine Sabesp, declara na época da reinauguração: "ao assinar o patrocínio da tradicional sala de cinema da Rua Fradique Coutinho, a Sabesp reafirma o compromisso com a qualidade de vida da população paulistana e com a produção cultural do cinema, área em que é uma das maiores fomentadoras". Disse mais: "Cada sala de cinema de rua preservada é uma garantia de preservação urbana, ao mesmo tempo em que contribui para a diversidade cultural de nossa gente". Disse também: "Apesar de ser um cinema de rua, com uma só sala, que vai à contramão, temos um público fiel de moradores do bairro e de frequentadores da Vila Madalena".





Em agosto de 2014, o cinema é mais uma vez reformado e modernizado, passando a chamar-se Cinesala Sabesp. Trata-se do primeiro espaço do projeto "Cinesala", criado pelas empresa Raí+Velasco e Cinearte. O "Cinesala" tem como objetivo desenvolver cinemas especiais.

Nesta última reforma, foram recuperados e preservados detalhes da arquitetura original do cine Fiammetta de 1962, como colunas revestidas de pastilhas de vidro e paredes de tijolos de vidro. Na decoração, móveis projetados pelo arquiteto Ruy Ohtake e pelo designer Zanine Caldas. Como novidades, uma sorveteria no hall de entrada e, na primeira fileira da plateia, sofás para duas pessoas.



Cinesala Sabesp tem como sócios: Adhemar Oliveira (do Espaço Itaú de Cinema e Cine Livraria Cultura), Paulo Velasco, Raí Oliveira (ex-jogador de futebol) e Rodrigo Makray.








Cinesala Sabesp
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 361 - Pinheiros
Telefone: (11) 5096.0585
Exibidor: Circuito Cinearte
Capacidade: 271 lugares
Projeção: digital e 35 mm.
Som: Dolby Digital
Com ar-condicionado, bilheteria informatizada e acesso para deficientes.


Principais fontes de pesquisa:
Artigo "Os 40 anos da Cinemateca, no novo Studio ABC", de Luíza Lusvarghi (Jornal "O Estado de S.Paulo", 10/03/1989).
Artigo "Cinemateca abre nova sala com o filme "A Paixão de Joana D'Arc", de Amir Labaki (Jornal "Folha de S.Paulo", 10/03/1989).
Colaboração de Luiz Carlos P. da Silva em pesquisas de acervos digitalizados de jornais de São Paulo na internet. 
ACESSE O BANCO DE DADOS


BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - AHSP.

Site Cinemateca Brasileira - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929 (de José Inácio de Melo Souza).

Periódico Acrópole (1938 a 1971).

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.