8 de abr de 2015

Os cinemas do Palacete Santa Helena

Inaugurado em 1925, o Palacete Santa Helena era considerado um dos maiores edifícios de São Paulo, tanto em altura como em área construída. Situava-se na Praça da Sé, no coração da cidade. Destinado inicialmente a atividades comerciais e de serviços, acabou incorporando, no decorrer de sua execução, um luxuoso cine-teatro (e, depois, mais um pequeno cinema no subsolo) - resposta à crescente agitação cultural da cidade naquele início de século.



A partir dos anos de 1930, o edifício abrigaria um grupo de pintores de origem operária que ganhou relevo na arte brasileira - conhecido como Grupo Santa Helena -, entre os quais destacavam Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Mário Zanini, Nélson Nobrega e José Pancetti.

Seus elaborados elementos arquitetônicos exprimem um momento importante de nossa construção civil, com a colaboração de competentes profissionais, engenheiros, arquitetos, artesãos e artistas, muitos deles italianos, em um processo de trabalho ao mesmo tempo moderno e artesanal. Utilizou pioneiramente um novo material, na época ainda importado e muito caro - o concreto armado. O edifício inovou a arquitetura do centro de São Paulo e foi negligentemente demolido em 1971, para dar lugar à Estação Sé do Metrô.


O Cine-teatro Santa Helena (inaugurado em 12/11/1925) ocupava os três primeiros pavimentos do bloco central do Palacete, oferecendo a seus espectadores plateia com frisas no térreo, uma área com camarotes no mezanino e uma galeria no piso superior.

Acesso ao subsolo
Na planta original era previsto um salão de festas no subsolo (sob a plateia); nessa área foi instalado, posteriormente, um outro cinema, o Moinho do Jéca (inaugurado em 22/12/1933), depois Cinemundi (em 05/07/1940).



O cine-teatro era dotado de uma plateia com 27 metros de vão, coberto por uma estrutura semi-elipsoidal, de componentes metálicos. A capacidade da plateia era de 680 lugares; as frisas para 5 assentos eram, em projeto, 24; e os camarotes para 5 assentos eram 30. As acomodações eram, no total, de 950 assentos, sem contar os lugares da galeria superior. Notícias da época dão conta de que a lotação correspondia à ocupação de 1500 lugares: a revista L'Illustrazione Italiana comenta a inauguração do prédio, cujos construtores e arquitetos eram italianos, trazendo várias informações, entre elas, a capacidade do teatro.



O cine-teatro, que não fazia parte do primeiro projeto enviado à Prefeitura, foi incorporado ao projeto inicial logo em seus primeiros modificativos. Esse fato, juntamente com as demais modificações e ampliações por que passou o projeto do Palacete, demonstra a volatilidade dos interesses imobiliários e a crescente agitação cultural de São Paulo nas décadas iniciais do século XX. Nesta época, os paulistanos tinham a curiosidade despertada por um invento recente: o cinematógrafo. O sucesso inicial do cinema foi tanto que já em 1907 se abriu a primeira sala montada especificamente para a exibição regular de filmes - o Bijou Theatre. No primeiro pós-guerra começam a surgir salas mais luxuosas, como o Cinema Central, no Anhangabaú, o exótico Santa Cecília e o próprio Santa Helena, que exibia as maiores produções americanas e realizava vesperais exigindo que os cavalheiros usassem "smoking".


O arquiteto que originalmente idealizou o projeto foi Giacomo Corberi, também responsável pelas primeiras alterações: redesenho da fachada e inserção do cine-teatro. A inclusão do cine-teatro representava um novo patamar para o empreendimento, que ganhava prestígio e tornava-se uma aposta na movimentação cultural de São Paulo, coincidindo exatamente com a Semana de Arte Moderna de 1922. Não apenas o edifício tornava-se multifuncional, de forma pioneira, mas o novo elemento da paisagem urbana destacava-se pelo luxo da decoração prevista e pela modernidade das instalações, que incluía maquinaria de projeção de filmes, ventilação mecânica e todos os equipamentos de bastidor de um grande teatro.

Em relação à decoração interna do teatro e à pintura de seu teto, houve a identificação do responsável, o artista, também italiano, Adolfo Fonzari. Fotos da época revelam o requinte dos detalhes, o apuro da execução e a qualidade técnica das pinturas e elementos utilizados.

Na porta central do cine-teatro foram postas as figuras que representam a Glória e a Fama, anunciando por meio de trompetas a entrada triunfal dos visitantes. O cine-teatro apresentava produções hollywoodianas, além de espetáculos cênicos e musicais.


Fonte de pesquisa :
Informações do Banco de Dados do blog Salas de Cinema de São Paulo e do livro "Palacete Santa Helena: um pioneiro da modernidade em São Paulo", de Candido Malta Campos e José Geraldo Simões Júnior (organizadores) - Editora Senac São Paulo - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - 2006

5 de abr de 2015

Impressões - O novo CineSesc

Por Alexandre Rodrigues (Cineasta e diretor de cena na Camaleon Films, que me acompanhou e ajudou na cobertura do evento de reabertura do CineSesc)

"Estou emocionado!". Essa foi a primeira coisa que ouvi de um amigo ao entrar no novo CineSesc.



Somente cinemas de rua podem nos trazer lembranças tão vivas e ricas. A mulher da poltrona, atrás da minha, discutia com as amigas quais foram os primeiros filmes que viram em um cinema. A mulher que propôs a discussão assistiu "A Lagoa Azul". Depois de ouvir o filme dela me peguei curtindo a nova sala.

Tive um grande privilégio, pois entrei com um amigo antes da sessão começar e pude ser um dos primeiros a pisar no novo carpete, sentir o cheiro do couro novo das poltronas, subir ao palco e tocar na tela; eu senti em minhas mãos um pouco das histórias que ali foram contadas.




Andei como uma criança que quer descobrir um novo mundo, mas escondendo as emoções para ninguém julgar, admirando cada detalhe do velho cinema contrastando com o novo.

Sentei nas espaçosas poltronas que não devem em espaço as poltronas da primeira classe da Emirates, tenho 1,82 metros e mesmo com as pernas esticadas ainda era possível passar alguém entre as fileiras sem esbarrar em mim.





Visitei a cabine de projeção e o coração bateu forte, são poucas as salas que podem exibir praticamente todos os formatos. É impressionante ver o velho e o novo, lado a lado.





A projeção e o som me transportaram para dentro do filme. As lágrimas que brotaram em meus olhos não eram por causa de uma cena em especial, mas pelo fato de eu, simplesmente, estar naquele cinema.

Era uma noite especial, festiva, pois era a reabertura do cinema (depois de muitas melhorias) e da abertura do tradicional Festival Sesc de Melhores Filmes. O Alceu Valença exibiu seu filme de estreia como diretor e disse que a sala o fazia lembrar do "seu" cinema Rex, em São Bento do Una (PE).

Cine Rex, em São Bento do Una (PE)


O CineSesc, com seus grandes festivais e mostras, as descobertas cinematográficas, os debates e palestras, foi essencial na minha formação como diretor. O que já era muito bom, ficou ainda melhor.

Repetindo o que disse Eugenio Puppo, ao receber o prêmio de melhor documentário: "Vida longa ao CineSesc!".

1 de abr de 2015

Rua Augusta, 2075: "um cinema para um público de classe"

Por Antonio Ricardo Soriano

Rua Augusta, 2075 - 20/11/1969: o cine Orly é aberto ao público, com a exibição do filme francês "Eu te amo, eu te amo/Jet'aime, jet'aime" (1968), de Alain Resnais. Era dotado do sistema de projeção "SUPERAMA" (concorrente do CinemaScope).

No anúncio de inauguração, a frase "um cinema para um público de classe" já mostrava que a sala teria uma programação diferenciada (uma característica existente até hoje).


Rua Augusta, 2075 - 01/05/1975: o CINEMA I é aberto ao público, com a exibição do grande clássico "Cantando na Chuva/Singin' in the Rain" (1952), de Stanley Donen e Gene Kelly.















Rua Augusta, 2075 - 21/09/1979 (20 horas): em noite solene, o CineSesc é inaugurado, com a presença do então Ministro do Trabalho, Murillo Macedo (in memoriam), do então Presidente do Conselho Regional do SESC São Paulo, José Papa Júnior (hoje, Presidente Emérito da Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e do então Assessor da Coordenadoria de Operações do SESC, Lucydio Cerávolo Filho (in memoriam - foi, também, tesoureiro da comissão organizadora do I Festival Internacional de Cinema do Brasil, em 1954 e um dos sócios do antigo cine Marrocos).

Os primeiros filmes exibidos, em sessões normais, foram: "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos (14 h.), "Os Fuzis" (1964), de Ruy Guerra (16 h.) e João Juca Júnior (J. J. J., O Amigo do Super-Homem - 1978), de Denoy de Oliveira (20 e 22 h.).


Além das sessões normais, o CineSesc, com 448 lugares, tinha muitas sessões especiais:
A Escola Vai ao Cinema - sessão exibida de segunda à sexta-feira, pela manhã, com filmes selecionados para alunos do ensino fundamental e ensino médio;
Jovem - sessão exibida todos os dias, às 18 horas, com filmes dirigidos ao público jovem;
Lançamento - sessão que exibia um filme em "avant-première", aos sábados, às 24 horas;
Revisão - sessão que exibia um filme em reprise, todas as sextas-feiras, às 24 horas;
Zig-Zag - sessão dirigida ao público infantil e exibida aos sábados e domingos, no período da manhã (permanece até hoje, gratuitamente aos domingos, às 11 horas, com o nome de Cineclubinho).
E, em todas as segundas-feiras, um filme inédito era lançado para as sessões normais.

O CineSesc, em sua primeira semana de funcionamento, realizou shows com os cantores Jorge Ben (Jor) e Paulinho da Viola.

Realizou, também, logo após sua inauguração, de 1º a 7 de Outubro de 1979, o 1º Festival do Cinema Brasileiro de São Paulo.



























CineSesc: cinema como antigamente

Por Antonio Ricardo Soriano

Texto publicado em 21/11/2013.

Apenas uma sala de projeção, mas com poltronas espaçosas e confortáveis, com um enorme espaço entre as fileiras. Dá para assistir os filmes com as pernas bem esticadas. Para completar, uma tela CinemaScope verdadeiramente gigante, com projeção caprichada e nítida. Acústica perfeita com ótima qualidade de som.
O bar com vista para a sala de projeção é um diferencial muito interessante e, talvez, o único no Brasil.

Nesta foto de Ed Figueiredo, para o site cinebistrot.com.br, podemos ver o bar, a plateia e a grande tela

















Na sala de espera, muito conforto, exposições fotográficas e um excelente café.

Sala de espera em 2012 (Foto do blog 21mm)






No hall de entrada, uma livraria e na calçada, o tradicional pipoqueiro.

O CineSesc exibe filmes alternativos e brasileiros, os chamados filmes de arte, além de ser palco de mostras e festivais. Exibe, também, clássicos do cinema e filmes em 3D. Importante: o preço é bastante acessível. Todos os domingos, às 11h, Cineclubinho, sessão gratuita de filmes infantis (ingressos 1 h antes).

Parabéns ao gerente geral Gilson Packer e a toda equipe que mantém vivo este histórico e deslumbrante cinema de rua. Charmoso como os de antigamente.

26 de fev de 2015

A estreia de Ao Balanço das Horas em São Paulo

Por Antonio Ricardo Soriano

Homenagem a Gilberto dos Santos (in memoriam).

O musical de rock and roll Ao Balanço das Horas estreava nos cinemas de São Paulo em 19 de dezembro de 1956 em meio a muita confusão. Meu tio Gilberto me contou, por várias vezes, do dia em que assistiu ao filme no cine Carlos Gomes (no bairro da Lapa). Recentemente, acabei achando um anúncio de jornal de 19 de dezembro de 1986 (trinta anos do ocorrido) dentro da capa da trilha sonora do filme que pertencia a ele. O artigo que publico abaixo (na íntegra) é de Ricardo Soares para o Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo (Fotos de Antônio Lúcio):

Ao balanço dos anos

Hoje faz 30 anos que o filme Ao Balanço das Horas estreou em Sampa e sacudiu uma geração

Por Ricardo Soares

Há exatamente 30 anos - quebrando cadeiras, fazendo fumaça e arrumando encrencas com meia dúzia de policiais - o rock and roll chegava oficialmente a São Paulo fazendo corar quatrocentões e dançar os teen-agers de calça de zuarte desbotada com bainhas dobradas. Naquele 19 de dezembro de 1956, o chique cine Paulista, localizado na Rua Augusta (e mais dez cinemas) estreava Ao Balanço das Horas (Rock Around the Clock) com a participação de Bill Haley e seus Cometas mais The Platters, Tony Martinez, Freddie Bell e outros.



A confusão da estreia ficou por muitos anos na memória da cidade e do então governador Jânio Quadros, que proibiu terminantemente (termo dele) quaisquer manifestações do público que fosse assistir ao filme - proibido, em seguida, para menores de 18 anos. Resultado: a polêmica ganhou as páginas dos jornais, mesas de bares e salas de jantar de famílias de classe média.

Em São Paulo, como em qualquer parte do mundo, o rock chegava sob o signo da transgressão. A cidade também assistia em seus cinemas A Sereia dos Mares do Sul, com Virginia Mayo e Suplício de uma Saudade, com William Holden e Jennifer Jones. No teatro, as sensações eram Gata em Teto de Zinco Quente, de Tenessee Williams, com Walmor Chagas, Cacilda Becker e Ziembinski, e Um Deus Dormiu lá em Casa, de Guilherme Figueiredo, com Tonia Carrero e Paulo Autran. Arnaldo (Titãs) Antunes, Paulo (RPM) Ricardo e Renato (Legião Urbana) Russo mal pensavam em vir ao mundo.

No entanto, as atenções da moçada entre 14 e 18 anos estava toda voltada para os cartazes e anúncios de jornal, que diziam: "Ouçam quatro orquestras maluquíssimas executando o ritmo selvagem do rock and roll. Este é o filme cuja música alucina!". Seguindo à risca o conselho, eles se alucinaram. Gastaram o Cascolac de suas casas, dançando ao ritmo do rock e, contradizendo as notícias que decretavam a morte desse gênero musical, passaram o gosto para seus filhos e (pasmen) netos.

A jornalista Cecília Thompson, 50 anos, lembra-se bem daqueles dias. Recorda que o cine Paulista era todo decorado com cadeiras listradas de vermelho e preto (homenagem ao quarto centenário de São Paulo, comemorado dois anos antes) e apesar de considerar, naquela ocasião, que "rock era coisa de garotada" foi assistir ao filme. Militante de esquerda e noiva do dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, com quem depois se casou e de quem se separou, ela acreditava que o rock era apenas "criação do imperialismo ianque". Mas viu o filme e gostou.



Diva Maria Carvalho, 46 anos, mãe de Cláudio e Stefano (22 e 20 anos) também assistiu, bateu palmas e dançou. Desde o início
sempre achou que o rock vinha para ficar, e hoje não reclama quando os filhos ouvem em alto volume os acordes dos Dire Straits, Sting, Quiet Riot, Rolling Stones ou os bons e velhos Beatles. Os meninos são ecléticos em matéria de rock e a mãe nada tem contra: "Eu fui como eles" - confessa Diva, eterna apaixonada pelo topete daquele ex-caminhoneiro do Tennesse: Elvis Presley.

O rock, estranha fusão da música negra com a branca, tem história e origens apontadas em vários sentidos. Há inclusive os que dizem ter ele nascido na Grécia há 2500 anos, segundo conta um mofado recorte de A Tribuna de 22 de junho de 1958. Naquela ocasião, o professor Matias Boss, catedrático de história grega em Bonn, Alemanha, garantia ter chegado ao embrião do rock and roll depois de examinar antiquíssimos papiros. Ele se chamava Karax, era dançado de maneira semelhante e, ao mexerem com o quadris, os jovens gregos entoavam: "Levantai as pernas bem altas no ar e rebolai com muita força".

Grego ou negro, o que importa é que o rock veio para ficar. Seu início foi oficialmente identificado por esses acordes quase ingênuos: "One, two, three o'clock, four o'clock rock..." repetidos infinitas vezes, a partir de maio de 1954, por um músico branco, de talento questionável, gordinho, com pouco jogo de cintura e que morreu completamente careta, em 9 de fevereiro de 1981, em Harlingen, Texas, aos 55 anos. Seu nome: William Bill John Clifton Haley. O Bill Haley e seus Cometas.


Polícia interrompe sessão do filme, devido à algazarra promovida por jovens na sala. Proibidos de dançar, os jovens gritavam, xingavam e soltavam bombinhas - 20/12/1956

O jornalista Antonio Carvalho Mendes, 53 anos, não assistiu a Ao Balanço das Horas, há 30 anos, mas sempre foi um rock and roller, apesar da aparência sóbria. Responsável, no Estado de S. Paulo, pelas colunas Cinofilia, Cartas dos Leitores, Idéias em Debate e Necrologia, ele se recorda muito bem da confusão de dezembro de 1956. Mas não assistiu ao filme porque seu ídolo, Elvis Presley, não aparecia. Toninho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, adora o ex-caminhoneiro do Tennessee, cantando Kiss me, Kiss me, Kiss me. E mais: quando o Queen veio ao Brasil ele estava na plateia batendo palma e pedindo bis.

São 30 anos em que São Paulo mudou e ficou de pernas para o ar. O rock errou? pergunta hoje Lobão. Pela vendagem dos discos, e pela sucessão de gerações que dançaram e ainda dançam nos cinemas ou danceterias da cidade, parece que ele cresceu, teve filhos e passa muito bem, obrigado.

Acervo Caio Quintino

Um presente de Natal para os leitores do blog 
Salas de Cinema de São Paulo!
Obrigado Caio Quintino por autorizar a publicação dessas 
lindas e raríssimas fotos.
Um ótimo Natal e um Ano Novo cheio de paz e saúde a todos!

Clique nas fotos para ampliá-las.

Clique nas legendas para obter informações sobre cada cinema.

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BIBLIOGRAFIA DO BLOG

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - AHSP.

Site Cinemateca Brasileira - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929 (de José Inácio de Melo Souza).

Periódico Acrópole (1938 a 1971).

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Acervos particulares de Luiz Carlos Pereira da Silva, Caio Quintino e Ivani Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.